Nota de rodapé

Não, eu nao abandonei o blog (e nem pretendo fazê-lo).

Acontece que, para quem ainda não sabe, além desse espaço ganhei outro para me dedicar.

Finalmente criei o Mode Fabuleux, um blog para falar sobre Moda, Beleza, Style, coisas inspiradoras e tudo – ou quase lá – que a Moda abarca.

Eu, num blog de Moda? Pois é… me rendi oa ‘universo’, mas pretendo – e espero não estar sendo ousada demais – não ser apenas mais uma. Até porque criei o Mode Fabuleux com o objetivo de estudar, cada vez mais, sobre um assunto que me interessa. Um assunto que acima de tudo eu quero trabalhar, quero me dedicar cada vez mais. Então é mais do que natural que ele tenha uma cara toda minha, com minhas coisinhas, minhas reflexões, minhas pequenas e grandes idéias sobre Moda.

Até porque a Moda tem um espaço garantido no meu coração, mas outras tantas coisas também tem. Então, ficamos assim, eu uma viciada em páginas de internet terei o In Wonderland para assuntos gerais, o Mode Fabuleux para assuntos sobre Moda/Beleza e o Across the Mirror pra postar fotos fofas, apaixonantes e inspiradoras.

Muita coisa?

Bom, o que eu posso fazer se a garota de caleidóscópio teima em me atacar de vez em quando? ;)

Beijos,

Paulinha

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Walter Rodrigues


Na última quarta-feira, 15 de setembro, uma coisa meio mágica, meio apaixonante aconteceu comigo. Pude conhecer Walter Rodrigues, que estava em Bauru para o evento FIB Fashion Design, realizado nos dias 15 e 16 de setembro pela FIB – Faculdades Integradas de Bauru. Eu, que sou confessa admiradora do seu trabalho, fiquei felicíssima em cobrir o evento. Além de uma palestra super esclarecedora sobre temas que tangem a moda num geral, mas também sobre seu processo de criação, ainda consegui bater um papo muito legal com o estilista depois da palestra. Brincando com o fato de eu ser jornalista (a posição do jornalista de moda foi citada várias vezes durante sua palestra), Walter foi extremamente atencioso e me deixou com a sensação de que conhecer suas inspirações e seu trabalho de pesquisa só aumentou ainda mais minha admiração.
Logo no começo, Walter contou sobre o surgimento de seu gosto pela Moda, já que antes disso ele pensou em seguir carreira como historiador ou antropólogo. Segundo ele, foi lendo uma Vogue Brasil de anos atrás, em uma matéria escrita por Regina Guerreiro, que percebeu seu verdadeiro gosto pela área. Saiu de Tupã e foi para Presidente Prudente trabalhar em uma loja de roupas e, a partir de então, estudou tudo que lhe caísse as mãos. No início da carreira Walter trabalhou em algumas revistas, como a Manequim, e em suas primeiras coleções muitos dos materiais usados era garimpados na 25 de março (segundo o estilista a 25 é um lugar que ele adora freqüentar até hoje). Com pesquisas mais profundas sobre o assunto, Walter analisa sua carreira em cinco grandes fontes de inspiração:

O mais importante de suas criações reside no fato de como as idéias surgem. Viagens, histórias, pequenos detalhes criam forma em suas mãos e seu processo de criação é de uma riqueza de detalhes imensa. Acho que eu só tive real dimensão de como as coisas realmente funcionam no processo de confecção de uma coleção durante sua palestra. Há uma história gigantesca por trás de tudo aquilo. Segundo Walter seu trabalho é muito autoral – por isso odiar tanto a palavra tendência – e que, hoje em dia, ele tem a liberdade de fazer exatamente aquilo que gosta, sem se preocupar em agradar a todos. Primeiro porque seu trabalho não é voltado para ‘massa’ e segundo porque seu gosto é definido no simples. “A simplicidade da peça é que torna ela atemporal”.
Além de falar de temas importantes como a moda no mercado de trabalho e a infinidade de empregos e outra indústrias que ela aciona, Walter também desmistificou essa ‘inacessibilidade’ da Moda.

O ponto mais encantador de todos foi a apresentações de seus cadernos de ‘inspiração’. Esses são, na verdade, os cadernos que o estilista monta em cada coleção e que acabam recebendo um pouquinho de tudo: de textos e desenhos até fotos, muitas fotos de lugares, pessoas e países com culturas muito ricas.



Abaixo segue na íntegra a resposta de Walter sobre dois grandes temas: a importância de sua parceria realizada com a C&A há alguns anos – e essa tendência crescente entre grandes marcas e fast-fashion – e se há diferença entre fazer moda em terras brasileiras e se apresentar no mercado internacional.

“Eu acho que dentro dessa discussão do que é moda, a democratização desse processo é muito verdadeira. Isso na verdade começou a surgir no momento em que Karl Largerfeld fez uma coleção para a H&M, que é uma loja popular na Europa, e ele fez com que a coleção se esgotasse no mesmo dia. Porque na verdade há uma demanda por esse glamour, por toda essa história que nós construímos em torno do autoral, do verdadeiro. Toda essa especificidade, todo esse rigor tem um custo, consequentemente pra eu ter a possibilidade de fazer alguma coisa que eu acredito e que eu amo, eu tenho que fazer isso num volume muito pequeno e que acaba saindo num custo muito alto e eu não consigo democratizar isso. Creio que todo esse envolvimento e poder da marca surge como desejo de consumo. Consequetemente se eu tinha a chance de trabalhar um veículo como uma C&A pra mim era fascinante, pois eu podia trabalhar os meus códigos de silhuetas, de imagens, da minha idéia de cor pensando numa roupa que não podia ter zíper, porque se eu colocasse zíper ela ia sair mais caro e ia sair do padrão do que é C&A. Então eu tive que pensar que a modelagem tinha que lembrar Walter, que a construção tinha que lembrar Walter, mas que na realidade o custo tinha que ser C&A. Então isso foi um exercício muito grande de superação, de descoberta, de tecidos, de trabalho de equipe, de trabalho de modelagem. Assim as pessoas decodificam aquela imagem sofisticada que a gente tem como marca Walter Rodrigues, mas com construções de modelagens que sejam inerentes a idéia e ao preço da C&A.É magnífico, um exercício e tanto! Quando eu fui convidado gerou um certo stress porque como eu sempre trabalhei com artigos de luxo, a gente ficou muito preocupado que as lojas que vendiam as nossas roupas não gostassem do nome Walter Rodrgues na C&A, e no final de toda a história eu cheguei a conclusão que eu preferiria me arrepender de ter feito do que de não ter feito.E logo em seguida tudo teve uma mídia incrível, nós tínhamos uma propaganda na TV onde eu aparecia, tinham 110 lojas C&A que vestiam cabides Walter Rodrigues, sacola Walter Rodrigues, catálogos Walter Rodrigues. E quando terminou todo o processo da C&A eu cheguei para uma das minhas clientes mais críticas e perguntei a ela o que tinha achado. E ela me disse que tudo fora ótimo, que tinha adorado e que a vendedora da loja que não tinha dinheiro e nem lugar pra ir com minha roupa ficou felicíssima de poder comprar Walter Rodrigues na C&A. Então, de certa forma eu estava atingindo um público que até então eu não imaginava que podia atingir que era a própria pessoa que vendi a aminha roupa. Isso para mim é absolutamente fascinante.”

“Eu não enxergo essa diferença porque eu acho que na realidade roupa é roupa, independente de onde ela é feita ou do carimbo de made in dela. Ela tem que ser sofisticada, bem-feita, elegante e tem que, acima de tudo, satisfazer o desejo de um consumidor mundial hoje, então não acho diferente. Eu acho que para nós pode parecer mais difícil porque fazer um desfile no Louvre custa no mínimo uns 60 mil euros . Essa é a grande diferença.”

Uma revista de Moda mas não só, acadêmica mas nem tanto

E é assim a chamada da revista Dobras, de cara já deixando bem claro à que veio. Na verdade, conheço a revista há pouco tempo –infelizmente – mas desde então achei a idéia, o projeto editorial e todo o conjunto da obra uma coisa tão diferente e inteligente que não pude parar de ler. A Dobras apareceu no meu caminho de uma maneira um tanto quanto especial já que tive a sorte de conhecer a Mônica Moura – que além de ser uma das responsáveis pela produção da revista é colunista fixa da Dobras – esse semestre na UNESP, e mais sorte ainda dela coordenar o grupo de Estudos de Moda e ser minha orientadora no projeto de pesquisa que estou desenvolvendo. E através dela não apenas conheci a revista como nesse exato instante estou com duas edições bem ao meu lado, emprestadas pela Mônica e que estão sendo devoradas no feriado.

Convite de lançamento da Dobras, em 2007

Sobre a Dobras: Desde outubro de 2007, quando teve sua primeira edição publicada, a revista procura levar ao público textos que analisem o envolvimento da Moda em nossa contemporaneidade. Para isso, o universo abarcado pela revista é bem grande: Design, Figurino, Inter-Relações, Fotografia, Mercado, Estilo, Histórias; uma infinidade de entrelaçamentos que fazem parte de nossos tempos e que tem relação, direta ou indireta, com a Moda.
A revista é quadrimensal, produzida pela editora Estação das Letras e Cores e tem um quadro de colunistas fixos, bem como uma área de artigos nas quais a cada edição novas pessoas contribuem. As pessoas que escrevem para a Dobras são pesquisadores do mais alto nível, que através de seus textos pretendem disseminar o estudo da Moda no Brasil – que sabemos, ainda é tão pouco.
A coordenação editorial da revista fica por conta de Kathia Castilho e Tula Fyskatoris, e seu preço é R$29,00.

Tenho em mãos a primeira edição e a edição de aniversário de 1 ano da revista, onde nessa última a ilustração da capa foi feita pelo Ronaldo Fraga.

Revista de aniversário e primeira edição da Dobras

O que mais me encanta na Dobras, além desse olhar analítico que ela traz, é mostrar que é possível sim fazer revistas – e principalmente de Moda – que saiam dos padrões convencionais do mercado. Obviamente, a revista tem um público mais específico do que as revistas de Moda em geral, mas mesmo assim é importante ver uma revista que não leva nenhum nome de marca à sua frente conseguir um espaço de destaque dentro do cenário editorial brasileiro. Melhor ainda é mostrar um olhar amplo sobre a Moda, o que eu sinceramente sinto muita falta nas revistas. E isso me remete a outras coisas, aquela sensação desgastante que às vezes tenho de folhear uma revista e me sentir visualizando um catálogo, sabe? Uma coisa pronta, mastigada que não faz você ter maiores reflexões sobre o assunto. Não são todas, claro, e quem me conhece sabe que eu adoro revistas de Moda dos mais variados projetos editorias, mas ao ler revistas como a Dobras e a Vogue de anos atrás, sinto aquela sensação que te tira do eixo, que faz você pensar além do que está ali exposto em papel. Assim como a Moda, são em projetos desse tipo que encontro aquela conceito de ‘é meio, e não fim’.
Isso me faz pensar que às vezes a Moda acaba caindo num conceito triste de centralização, ou seja, para falar de Moda só devemos falar de roupas, fotos e sapatos. Bom, a Moda está no ar, na música, nas convenções sociais, nas transformações econômicas, enfim, a Moda é um olho de caleidoscópio e é imensamente gratificante quando você descobre revistas que a tratem assim. Porque acho que isso não é uma função restrita aos livros, entendem?
Tudo bem, você pode até achar que a pessoa vai comprar uma revista apenas para ‘ver’, mas ela não está restrita apenas a isso, ao contrário, consumidor inteligente é aquele que sabe ler nas entrelinhas, é aquele que analisa um editorial com olhos atentos, aquele que está olhando o preço de uma nova Balenciaga, mas também está de olho numa transação comercial que afetará pessoas, padrões e costumes bem além do que os logísticos. É ter um olho no peixe e outro no gato.
E gostar de arte, música, cinema, procurar ter um olhar críticos sobre as coisas, pensar mais, não ler tudo que enxerga pela frente e tomar como certo… Fazer um caldeirão de misturas para chegar no produto final: Moda!

There’s no place like home

Assim como os livros, revistas são fundamentais no meu dia-a-dia. Servem não apenas como passatempo, mas – e principalmente – como estudo e informação. Algumas dessas revistas me chamam mais atenção pelos editoriais que possuem… algumas fotos são tão bonitas, com uma poética tão grande, que me fazem ficar horas e horas de olhinhos vidrados.  Sabem aquelas imagens que fazem a gente suspirar baixinho?! Pois é, eu sou dessas que fica toda emocionada com fotografias,  em especial fotografias que envolvem esse lado artístico que a Moda explora.

A Lula Magazine é uma dessas revistas mágicas e apaixonantes! Infelizmente é complicado achá-la aqui no Brasil, e mesmo nesse caso – ou comprando pela internet – o preço não é nem um pouco acessível. Mesmo assim dá pra acompanhar as edições pelo site, o que não me impede de continuar com a promessa de comprá-la um dia – porque convenhamos que nada se compara com o toque e folhear dessas revistas, né?

Sobre a Lula: A Lula Magazine é um revista londrina que tem tiragem semestral e tem como editora de estilo a ex-voguete Leith Clark. Ela tem pouquíssimos anúncios nas suas páginas, o que diga-se de passagem é difícil de achar nas revistas do gênero. Quem nunca se deparou com revistas que tem mais propagandas do que matérias e fotos? Só por isso ela já ganha muitos pontos comigo, mas o mais importante (e o que torna essa revista tão querida) é essa aura toda feminina e romântica que ela possui. Eu tenho a Lula como algo meio precioso, daquelas coisas que você tem vontade de guardar a sete chaves, sabe?

Em comemoração aos 5 anos da revista abriram uma pop up store  na Harvey Nichols, uma loja de departamento inglesa. As roupas e acessórios vendidos não poderiam ter um clima mais Lula do que isso!
E o mais legal de tudo foi a decoração montada no lugar: montagens, colagens, muita cor e muita Lula recheando as paredes (com muitos corações espalhados ainda por cima).

Nesse clima de festa, decidi postar alguma fotos da Lula edição #10, uma das minhas preferidas.  Espero que gostem :)

A edição teve sete capas diferentes que também formaram um editorial interno na revista

Todas as fotos foram inspiradas na personagem Moranguinho <3

O fotógrafo responsável por tanta beleza foi Damon Heath

Edição #10: E o styling fica por conta de Leith Clark

E o styling ficou por conta de Leith Clark

"Doll is Mine"

A cartela de cores do editorial acertou em cheio no clima infantil/romântico

A cartela de cores do editorial acertou em cheio no clima infantil/romântico

Não é de brilhar os olhinhos?

O título do post é a chamadinha tão conhecida da Lula: There’s no place like home.
Pra quem quer seguir de pertinho, além do site a Lula tem twitter: @lulamag.

Viva a revolução na Moda

São nessas madrugadas adentro, quando começamos a pensar em filosofias de vida, que textos como esse aqui debaixo acabam acontecendo. E, ainda bem que existem essas madrugadas e esses momentos para iluminar um pouco nossas cabeças!

Há tempos venho querendo falar um pouco sobre Moda aqui no blog. Porque sim, eu amo Moda e descobri isso graças a minha paixão (extrema) por imagem. É lindo ver como roupas, acessórios e muita, muita criatividade e paixão se transformam em Arte. Porque é nisso que acredito. Acredito em Moda como arte e principalmente como algo acessível. Porque Moda, para mim, não tem nada a ver com bolsas hiper caras e roupas “da marca X”; não, eu não gosto disso, não gosto desse olhar perdido em um mundo surreal. E não desmereço trabalho de estilista algum, porque sei que a moda como arte – que eu tanto defendo – tem seu valor e seu direito de ser assim. Mas convenhamos, desde quando é preciso sofrer com roupas que machucam, apertam e que mesmo assim são desejadas por milhares e milhares? Desde quando tenho que acordar e dedicar meu dia a “não borrar a maquiagem” que carrego no rosto desde quando levantei pela manhã? Desde quando preciso ser rica, badalada e uma”it girl” (nome mais feinho, né?) na vida pra estar na Moda, ou melhor, para gostar dela? Exemplos disso não faltam, infelizmente.

Ah, disso eu não gosto, nisso eu não acredito. Acredito naquela Moda que me satisfaça com minha roupas e minhas combinações bonitinhas, naquela Moda que não me obrigue a querer ficar pintada igual boneca o dia inteiro ou ainda que não se importe se em algum momento eu ficar com minha camiseta velha ao longo do dia. É disso que gosto. Tanto na passarela, quanto na foto, quanto no meu dia-a-dia.

Na onda dessa temporada de Moda que rolou nos últimos dias (vide Fashion Rio e São Paulo Fashion Week) fiz uma maratona pra acompanhar todos os desfiles e várias resenhas dos eventos. E achei muita coisa boa, muita gente que também olha com uma visão tão ou mais romântica que eu pra esse mundo. E é bom saber que existe gente assim, de carne e osso, e que talvez essa revolução na Moda não seja algo tão impossível de se conquistar, afinal.

Zooey Deschanel

Ela é uma californiana de cabelos compridos e morenos, com grandes olhos azuis que parecem um farol. Além de ser atriz, e vir ganhando cada vez mais destaque nos filmes em que atua, também é cantora e tem uma banda chamada She & Him. Não bastasse tudo isso, a garota ainda toca teclado, percussão, banjo e ukele (que eu fui descobrir que é um instrumento parecido com o violão).

Sim, estou falando de Zooey Deschanel, a garota que me emocionou em “(500) Days of Summer”, que me alegra toda vez que escuto o álbum de She & Him e que me arrancou inúmeras gargalhas em “O guia do Mochileiro das Galáxias”.

Na Lula edição #4 (que é uma revista linda, linda) teve um editorial com ela fotografado por Ellen von Unwerth, com aplicação de sépia em fotos que ficaram bem retrôs e com um ar totalmente romântico.

Créditos para o Petiscos que postou o editorial no blog.

Filmes estrelados, com pequenas participações ou ainda em que Zooey Deschanel apenas emprestou sua voz:

(500) Days of Summer

Sim senhor

Fim dos tempos

Tá dando onda

Ponte para Terabítia

O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford

Armação do amor

O guia do Mochileiro das Galáxias

Estranha Família

Um funeral muito louco

Prova de amor

Um duende em Nova York

Sem Pistas

Por um sentido na vida

Novo no pedaço

Grande problema

Quase famosos

Dr. Mumford – Inocência ou Culpa?

O Fenômeno Alice

Depois de meses de espera, finalmente pude ir assistir “Alice in Wonderland” de Tim Burton nos cinemas, devidamente armada com muita pipoca, refrigerente e a companhia do Di.

Antes de assistir ao filme tinha visto vários (e quando digo vários me refiro a uma infinidade mesmo) de blogs e sites antecipando o que vinha por aí, com a sinopse da história, além de fotos e curiosidades sobre a nova obra de Tim Burton. Bem, não que Alice tenha me decepcionado, até porque realmente o visual é fantástico e Helena Bonham Carter – apenas confirmando sua sempre bela interpretação – é uma Rainha Vermelha de cair o queixo, mas podemos dizer que realmente passei os mais de 90 minutos de filme esperando por alguma coisa que….não aconteceu. Valem créditos para a queda da menina no buraco e para o jogo de xadrez, mas mesmo não sendo uma releitura do clássico de Lewis Carroll, essa Alice já grandinha me deixou com a sensação de que alguma coisa perdeu-se no caminho…

Bom, não quero ficar me prendendo muito ao filme em si, até porque muita gente ainda não viu e não quero ficar decepcionando ninguém, mas achei interessante comentar aqui sobre como esse fenômeno “Alice” despertou uma avalanche de produtos, editorias, encontros, livros e inúmeras outras coisas nos últimos tempos.

Mistura de marketing e modismo:

A Swarovski em parceria com a Walt Disney lançou uma coleção de jóias inspiradas na obra, na qual os famoso cristais remontam o universo mágico de Alice. Anéis, colares e pingentes completam a coleção.

A Renner não ficou de fora e lançou uma camiseta bem fofa e coloridinha estampada com a personagem principal. A camiseta pode ser encontrada nos tamanhos P, M e G e custa R$49,00.

O livro de Lewis Carroll ganhou inúmeras versões…

Um desses livros ganha verdadeiro destaque pelas ilustrações de Camille Rose Garcia, ao recriar a pequena Alice como uma menina melodramática vivendo num universo gótico (Alice “emo” ?).

A edição de março da Elle Rússia trouxe um editorial inspirado no tema num visual super deslumbrante. Aqui dá pra conferir todas as fotos do ensaio.

ps: em outros post aqui do blog você confere outro editorial que foi inspirado no assunto

A marca americana Urban Decay lançou um estojo de maquiagem no qual suas 16 cores de sombra lembram algumas das cores encontradas por Alice no mundo subterrâneo. Cada cor (bem cintilante) leva o nome de algum personagem da história ou de algum detalhe do País das Maravilhas.

O estojo ainda acompanha dois lápis de olho e um primer de sombra da marca.

Ufa!

Isso foi apenas uma pequenina amostra da quantidade absurda de produtos lançados.

Se Alice não convence pelo enredo, as cifras arrecadas com tanta publicidade e com tantos produtos convencem de que a indústria cultural está mais viva do que nunca.

Ps1: Eu amo Tim Burton e ele continua sendo meu cineasta preferido

Ps2: Me inspirei nas aulas do Zeca pra esse post :P