With a little help from my friends

Eu podia fazer um post todo frufuzinho pra falar sobre o quanto essas pessoas são importantes na minha vida, mas nem quero fazer isso. Ou melhor, nem preciso fazer. Esse tipo de coisa a gente mostra no dia a dia, in real life, no cara a cara.

Mas que eu queria guardá-los todos em um potinho, ah, isso eu queria!

With a little help from my friends – The Beatles ♫

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Sejamos clichês

Sejamos clichês. Quando for pra valer, não vamos ter medo de falar “Eu te amo”. O “Eu te amo” já anda tão escasso, já anda tão mal falado, tão usado como quem diz “Vou ali na esquina comprar pão”, que quando for de verdade, a gente não pode ter medo de dizer. Não pode se achar bobo, não pode ter medo de arriscar. Se a gente deixa o momento passar, nem sempre haverá um outro igual.

Sejamos clichês. Vamos dar importância mesmo pra cada pequeno momento. Porque toda mulher ama juras de amor, ama receber um buquê de flores enormes e cheirosas, ama que seu homem seja um poço de delicadezas quando está com você.  Eu, pelo menos, amo. Mas o que eu amo mais ainda é que ele abra a porta do carro pra eu entrar, que ele me surpreenda as 16h de uma tarde chuvosa de terça-feira com um “Te amo” no meu celular. Que ele me conte coisas que eu sei que pra ele são dificílimas de contar. Isso pra mim importa mais do que qualquer outra coisa. Porque no final o amor é mesmo construído nesses pequenos momentos, quando você aprende a vê-los com um olhar de surpresa, de quem se encanta como se fosse a primeira vez pela pessoa.

Sejamos clichês. A gente já tem que ser tão duro no dia a dia, já tem que levar uma vida que não te dá um minuto pra respirar, que te obriga (ainda bem) a usar todas as suas horas do dia sem deixar nada pra depois. Então, quando a gente tiver esse tempo extra milagroso, vamos aproveitar com quem a gente ama. Seja namorado, amigos, cachorro… A vida é curta demais pra gente achar que as pessoas estarão sempre esperando pela gente.

Sejamos clichês. Vamos dizer “Bom dia”, “Boa tarde”, “Boa noite” sempre. Vamos lembrar que um “Com licença” e “Por favor” são fundamentais nessa vida, mon dieu. Vamos ser gentis e flexíveis, porque eu acredito mesmo que tudo o que você faz nessa vida, volta pra você em dobro, mesmo que não seja tão já.

Vamos ser clichês. E parar de achar que o mundo é um lugar feio, brutal e incoerente. Às vezes ele até pode ser, mas se você acredita e desiste de jogar, ninguém, absolutamente ninguém vai conseguir te colocar no jogo de novo.

Sejamos clichês.  Vamos achar que a gente merece. Porque a gente tem tendência a se subestimar, a se colocar como incapaz pra uma coisa, a acreditar que a gente não tem chances. Se você não acreditar e correr atrás disso, quem vai acreditar por você?

 Sejamos clichês. E vamos escrever cartas. E vamos ver filmes. E vamos escutar música, e ver peças de teatro, e assistir mais séries, e sermos mais românticos, e chorarmos de alegria. Vamos ser viscerais com cada momento, vamos saber tirar o máximo de tudo. E vamos perguntar muito, e perguntar mais um pouco, e sermos absurdamente fortes quando precisarmos. Vamos reclamar menos e fazer mais, ou se for pra reclamar, reclamar pelo que a gente acredita, sabendo usar todas as cartas da manga. E vamos estudar muito. Estudar um mar de assuntos, aproveitando tudo aquilo que cair em nossas mãos.

Sejamos clichês. Porque, afinal, ser clichê nessa vida tem muito mais a ver com saber aproveitá-la do que ter medo de fazer papel de bobo. A escolha é sua.

Sejamos clichês e exageradamente felizes.

Um céu mais azul

Há pouco mais de três meses eu comentei aqui que havia ganhado um presente lindo de final de ano. E há pouco mais de dois meses esse presente virou realidade.

Não sei se isso funciona do mesmo jeito pra todo mundo, mas na minha vida eu tenho sonhos profissionais tão grandes e importantes quanto os sonhos pessoais. E foi justamente no primeiro que eu fui presenteada em 2012.

Comecei a trabalhar na editora Alto Astral, na minha cidade tão querida que é Bauru. Melhor do que poder trabalhar na área que há quatro anos venho estudando e na profissão que eu tenho certeza absoluta de ter escolhido, é trabalhar com gente tão legal, tão querida, gente tão inteligente e que me faz aprender todo dia um pouquinho mais.

Como eu trabalho na área de segmentos, estagio na produção de várias revistas, o que me dá uma visão ainda maior de mercado e de como as revistas são tão importante na vida das pessoas. É assombroso ver o feedback que vem disso, dessa certeza de que você fez a diferença na vida de alguém. É motivador, acima de tudo. Mais bacana ainda é que faz alguns dias nossa equipe foi dividida em duas frentes, e eu e a Vivi (que tem se mostrado muito mais do que uma “simples” companheira de trabalho, mas também uma amiga mega querida), ficamos responsáveis pela parte de moda, beleza e comportamento. Apesar de todo mundo da equipe se ajudar o tempo todo, to adorando poder me dedicar a áreas que eu tenho um apreço ainda maior, que espero me especializar e levar pra minha vida.

É difícil explicar como é bom poder ter aula de mercado financeiro, poder entender como funciona a relação com as leitoras, poder fazer uma matéria que depois você vê impressa e dá até vontade de chorar. Ver um filho nascendo a cada revista que você fez e que chega na sua mão, com seu nome no expediente.

E nessas últimas semanas parece que a vida pessoal resolveu não ficar de lado e me presenteou com uma viagem com o namorado que há tempos venho sonhando. Mesmo que seja só no final do ano já que as reservas do hotel estão esgotadas até outubro (!), é bom sentir que me apaixono todo dia um pouco mais pelo Diego, saber que eu tenho meu melhor amigo e namorado na mesma pessoa. Saber que achei alguém que é tão bom e gentil comigo e que eu amo de uma forma sem explicação.

E como é bom poder planejar essas viagens, programar qual será a próxima cafeteria a ser conhecida no final de semana, programar coisas bobas e pequenas do dia-a-dia que fazem tanta diferença.  É um amor todinho maiúsculo. Também no pacote de coisas boas que a vida me reservou nesses últimos dias, veio um mega presente profissional para o Diego, que a partir da semana que vem também vai virar realidade.  =)

E ainda teve o show do Roger Waters (que espero virar post aqui), teve nosso dia de esportes radicais em Brotas, teve gente querida que a cada dia que passa têm se tornado ainda mais importante na minha vida.

É como sentir que, de repente, o céu é um pouco mais azul.

O mundo é bão, Sebastião

 

De vez em quando me vem uma mania boba de ficar sonhando acordada com coisas bem reais, mas distantes do meu mundo. Viagens, mapas, histórias, vida sem fronteiras…
Não que elas sejam impossíveis, até porque quando sobre um dinheirinho a mais dá pra fazer um passeio, dá pra curtir novos ares, dá pra experimentar um pouco dessa vida “deixa viver”. O problema é que não dá pra ser assim o ano inteiro, né? Primeiro porque não ter porto certo implica em abrir mão de outras tantas coisas: estudos, trabalhos, pessoas. Eu não sou a pessoa mais apaixonada por cotidianos, gosto de detalhes, dias, pequenas supresas que mudem a rotina ou mesmo que deixem um gostinho de quero mais depois de acontecidas, mas ao mesmo tempo eu prezo muito por essa minha vida de agora. Se pudesse viajar mais, bem, é claro que viajaria, – até porque os planos não são poucos e vire e mexe estou discutindo um lugar para ir com o Di ou algum intercâmbio que venha a aparecer – mas acho que se eu não tenho um porto certo fico perdida, sem chão. Gosto do meu mundo, gosto dos meus planos de viagem, gosto de pensar que um dia vou realizá-los, mas gosto sobretudo de poder ter essa vida que levo agora em que planos são coisas tão gostosas de serem pensadas, em que pequenas viagens podem se tornar grandes viagens.
Aliás, essa história de pequenas viagens que podem se tornar grandes são engraçadas… já tive grandes viagens sem nem ao menos precisar sair de dentro de um ônibus! Talvez porque o dia conspirasse a meu favor, talvez porque o destino ou seja lá como você queira chamá-lo resolveu me fazer um agradinho, mas o fato é que muitas vezes, pegando um ônibus pra voltar pra casa, conheci pessoas com histórias tão incríveis e que se mostraram especialmente interessantes pra se conversar. De uma advogada apaixonada pela profissão que se divide entre São Paulo e Bauru e não consegue largar o cigarro, até um fotógrafo  de bebês que morre de orgulho de sustentar a família com seu trabalho e ver que os filhos estão tomando a mesma direção.
Pequenas histórias que cruzaram meu caminho assim, sem nem ao menos eu esperar e em poucas horas de estrada.

Fora tudo isso, viajar dá uma sensação deliciosa. Arrumar as malas, sentir o vento batendo nos cabelos ( quem não abre a janelinha do carro uma hora pra sentir o vento?), escutar uma música deliciosa pra acompanhar no ônibus ou, ainda, sentir um friozinho na barriga antes do avião decolar (ainda não andei em um, mas imagino que deva ser assim haha). Aquela sensação pré-viagem sabe, em que você tenta pensar em tudo que deve levar, em tudo que vai fazer…
Se eu tivesse mais dinheiro e tempo, com certeza faria outras tantas viagens. O número de viagens que tenho planejadas são inúmeras e cada uma tem seu gostinho especial, seu motivo certeiro, sua importância exata. Conhecer outros países, com culturas, línguas, histórias diferentes, mas também conhecer as raízes do que temos aqui, desse país tão heterogêneo que é o Brasil.
De tudo isso, fica a vontade de viajar e descobrir o mundo e a mim mesma, mas, sobretudo, ter meu porto pra voltar depois.