Um céu mais azul

Há pouco mais de três meses eu comentei aqui que havia ganhado um presente lindo de final de ano. E há pouco mais de dois meses esse presente virou realidade.

Não sei se isso funciona do mesmo jeito pra todo mundo, mas na minha vida eu tenho sonhos profissionais tão grandes e importantes quanto os sonhos pessoais. E foi justamente no primeiro que eu fui presenteada em 2012.

Comecei a trabalhar na editora Alto Astral, na minha cidade tão querida que é Bauru. Melhor do que poder trabalhar na área que há quatro anos venho estudando e na profissão que eu tenho certeza absoluta de ter escolhido, é trabalhar com gente tão legal, tão querida, gente tão inteligente e que me faz aprender todo dia um pouquinho mais.

Como eu trabalho na área de segmentos, estagio na produção de várias revistas, o que me dá uma visão ainda maior de mercado e de como as revistas são tão importante na vida das pessoas. É assombroso ver o feedback que vem disso, dessa certeza de que você fez a diferença na vida de alguém. É motivador, acima de tudo. Mais bacana ainda é que faz alguns dias nossa equipe foi dividida em duas frentes, e eu e a Vivi (que tem se mostrado muito mais do que uma “simples” companheira de trabalho, mas também uma amiga mega querida), ficamos responsáveis pela parte de moda, beleza e comportamento. Apesar de todo mundo da equipe se ajudar o tempo todo, to adorando poder me dedicar a áreas que eu tenho um apreço ainda maior, que espero me especializar e levar pra minha vida.

É difícil explicar como é bom poder ter aula de mercado financeiro, poder entender como funciona a relação com as leitoras, poder fazer uma matéria que depois você vê impressa e dá até vontade de chorar. Ver um filho nascendo a cada revista que você fez e que chega na sua mão, com seu nome no expediente.

E nessas últimas semanas parece que a vida pessoal resolveu não ficar de lado e me presenteou com uma viagem com o namorado que há tempos venho sonhando. Mesmo que seja só no final do ano já que as reservas do hotel estão esgotadas até outubro (!), é bom sentir que me apaixono todo dia um pouco mais pelo Diego, saber que eu tenho meu melhor amigo e namorado na mesma pessoa. Saber que achei alguém que é tão bom e gentil comigo e que eu amo de uma forma sem explicação.

E como é bom poder planejar essas viagens, programar qual será a próxima cafeteria a ser conhecida no final de semana, programar coisas bobas e pequenas do dia-a-dia que fazem tanta diferença.  É um amor todinho maiúsculo. Também no pacote de coisas boas que a vida me reservou nesses últimos dias, veio um mega presente profissional para o Diego, que a partir da semana que vem também vai virar realidade.  =)

E ainda teve o show do Roger Waters (que espero virar post aqui), teve nosso dia de esportes radicais em Brotas, teve gente querida que a cada dia que passa têm se tornado ainda mais importante na minha vida.

É como sentir que, de repente, o céu é um pouco mais azul.

Anúncios

Nota de rodapé

Não, eu nao abandonei o blog (e nem pretendo fazê-lo).

Acontece que, para quem ainda não sabe, além desse espaço ganhei outro para me dedicar.

Finalmente criei o Mode Fabuleux, um blog para falar sobre Moda, Beleza, Style, coisas inspiradoras e tudo – ou quase lá – que a Moda abarca.

Eu, num blog de Moda? Pois é… me rendi oa ‘universo’, mas pretendo – e espero não estar sendo ousada demais – não ser apenas mais uma. Até porque criei o Mode Fabuleux com o objetivo de estudar, cada vez mais, sobre um assunto que me interessa. Um assunto que acima de tudo eu quero trabalhar, quero me dedicar cada vez mais. Então é mais do que natural que ele tenha uma cara toda minha, com minhas coisinhas, minhas reflexões, minhas pequenas e grandes idéias sobre Moda.

Até porque a Moda tem um espaço garantido no meu coração, mas outras tantas coisas também tem. Então, ficamos assim, eu uma viciada em páginas de internet terei o In Wonderland para assuntos gerais, o Mode Fabuleux para assuntos sobre Moda/Beleza e o Across the Mirror pra postar fotos fofas, apaixonantes e inspiradoras.

Muita coisa?

Bom, o que eu posso fazer se a garota de caleidóscópio teima em me atacar de vez em quando? ;)

Beijos,

Paulinha

Uma revista de Moda mas não só, acadêmica mas nem tanto

E é assim a chamada da revista Dobras, de cara já deixando bem claro à que veio. Na verdade, conheço a revista há pouco tempo –infelizmente – mas desde então achei a idéia, o projeto editorial e todo o conjunto da obra uma coisa tão diferente e inteligente que não pude parar de ler. A Dobras apareceu no meu caminho de uma maneira um tanto quanto especial já que tive a sorte de conhecer a Mônica Moura – que além de ser uma das responsáveis pela produção da revista é colunista fixa da Dobras – esse semestre na UNESP, e mais sorte ainda dela coordenar o grupo de Estudos de Moda e ser minha orientadora no projeto de pesquisa que estou desenvolvendo. E através dela não apenas conheci a revista como nesse exato instante estou com duas edições bem ao meu lado, emprestadas pela Mônica e que estão sendo devoradas no feriado.

Convite de lançamento da Dobras, em 2007

Sobre a Dobras: Desde outubro de 2007, quando teve sua primeira edição publicada, a revista procura levar ao público textos que analisem o envolvimento da Moda em nossa contemporaneidade. Para isso, o universo abarcado pela revista é bem grande: Design, Figurino, Inter-Relações, Fotografia, Mercado, Estilo, Histórias; uma infinidade de entrelaçamentos que fazem parte de nossos tempos e que tem relação, direta ou indireta, com a Moda.
A revista é quadrimensal, produzida pela editora Estação das Letras e Cores e tem um quadro de colunistas fixos, bem como uma área de artigos nas quais a cada edição novas pessoas contribuem. As pessoas que escrevem para a Dobras são pesquisadores do mais alto nível, que através de seus textos pretendem disseminar o estudo da Moda no Brasil – que sabemos, ainda é tão pouco.
A coordenação editorial da revista fica por conta de Kathia Castilho e Tula Fyskatoris, e seu preço é R$29,00.

Tenho em mãos a primeira edição e a edição de aniversário de 1 ano da revista, onde nessa última a ilustração da capa foi feita pelo Ronaldo Fraga.

Revista de aniversário e primeira edição da Dobras

O que mais me encanta na Dobras, além desse olhar analítico que ela traz, é mostrar que é possível sim fazer revistas – e principalmente de Moda – que saiam dos padrões convencionais do mercado. Obviamente, a revista tem um público mais específico do que as revistas de Moda em geral, mas mesmo assim é importante ver uma revista que não leva nenhum nome de marca à sua frente conseguir um espaço de destaque dentro do cenário editorial brasileiro. Melhor ainda é mostrar um olhar amplo sobre a Moda, o que eu sinceramente sinto muita falta nas revistas. E isso me remete a outras coisas, aquela sensação desgastante que às vezes tenho de folhear uma revista e me sentir visualizando um catálogo, sabe? Uma coisa pronta, mastigada que não faz você ter maiores reflexões sobre o assunto. Não são todas, claro, e quem me conhece sabe que eu adoro revistas de Moda dos mais variados projetos editorias, mas ao ler revistas como a Dobras e a Vogue de anos atrás, sinto aquela sensação que te tira do eixo, que faz você pensar além do que está ali exposto em papel. Assim como a Moda, são em projetos desse tipo que encontro aquela conceito de ‘é meio, e não fim’.
Isso me faz pensar que às vezes a Moda acaba caindo num conceito triste de centralização, ou seja, para falar de Moda só devemos falar de roupas, fotos e sapatos. Bom, a Moda está no ar, na música, nas convenções sociais, nas transformações econômicas, enfim, a Moda é um olho de caleidoscópio e é imensamente gratificante quando você descobre revistas que a tratem assim. Porque acho que isso não é uma função restrita aos livros, entendem?
Tudo bem, você pode até achar que a pessoa vai comprar uma revista apenas para ‘ver’, mas ela não está restrita apenas a isso, ao contrário, consumidor inteligente é aquele que sabe ler nas entrelinhas, é aquele que analisa um editorial com olhos atentos, aquele que está olhando o preço de uma nova Balenciaga, mas também está de olho numa transação comercial que afetará pessoas, padrões e costumes bem além do que os logísticos. É ter um olho no peixe e outro no gato.
E gostar de arte, música, cinema, procurar ter um olhar críticos sobre as coisas, pensar mais, não ler tudo que enxerga pela frente e tomar como certo… Fazer um caldeirão de misturas para chegar no produto final: Moda!

Desilusões

Os dias andam meio estranhos com os últimos acontecimentos. Se o segundo semestre, de início, significava muita saudades da UNESP e uma vontade maior do que nunca de aproveitar cada cantinho de lá, as coisas não estão saindo bem como planejado. Bom, não que eu queira desistir do curso, até porque tenho certeza que quando fiz essa escolha – que pra quem me conhece sabe que foi desde os 14 anos, sim, eu era bem decidida quanto a isso! – Jornalismo realmente é a profissão que quero seguir, que quero trabalhar, que quero poder dizer com o maior orgulho do mundo quando me perguntarem “O que você faz?”. Acontece que meu ‘amor pela faculdade’ perdeu um pouco do seu encanto. E olha que foi a duras penas que esse meu amor se fez, porque eu tinha uma visão bem ‘fundamentalista’ na época que cheguei aqui. Meu sonho não era UNESP, e quando não passei na USP meu mundinho ficou muito abalado. Vim pra Bauru com a maior desconfiança do mundo, com medo daqueles veteranos que falavam como se aqui fosse o paraíso na Terra, com medo de me empolgar demais e ficar com sentimento de culpa pela USP o resto da minha graduação. Mas o sentimento passou, a graduação me animou demais, as pessoas contribuíram para o fato e o mundo deu um giro de 180º. A USP não era tudo isso que eu sonhava – como fui descobrir tempos mais tarde ao conhecer e bater altos papos na internet com uma graduanda uspiana – e afinal, o mesmo tipo de defasagem que me deixava insegura da UNESP também acontecia lá. O fato é que meu amor pela faculdade na cidade lanche aumento mais, se expandiu, e mesmo quando outras pessoas tentavam me desanimar sobre o curso e a falta de estágio de Jornal aqui, eu levantava minha bandeira e começava a pregar meu discurso. E nem a infinidade de problemas com professores, faltas de aula, problemas estruturais e outras tantas coisitas mais me desanimaram. Nem a imagem que certos professores tinham de que ensinar é mais uma questão de ‘fazer você acreditar naquilo que eu acredito’ do que qualquer outra coisa.
E mesmo quando meu desapontamento com algumas pessoas cresceu numa escala gigantesca, e vi que faculdade e amadurecimento não tem relação nenhuma para a grande maioria, mesmo assim eu ainda era aquela menina de olhos vidrados e brilhando.
Mas aí esse semestre chegou e nem eu mesma sei explicar o que aconteceu. Minha vontade de estar entre quatro paredes e escutar aquelas pessoas dividindo seu conhecimento conosco diminui drasticamente. Minha crença de que ‘ah, são problemas que passam’ foi pro ralo e vi um segundo semestre cheio de coisas desmotivantes na graduação. Porque. afinal, ficar sem três matérias – que contabilizam oito créditos no total – durante um único semestre não é nada, né? Ver professores desistindo do curso, ver problemas de organização dentro da faculdade, ver a falta de apoio a estágio para os alunos não é nada, né…
E acho que em algum lugar dentro de mim, sem nem saber quando nem como, tive algo que se quebrou em mil pedaçinhos e que não sei se dá pra consertar. Óbvio que esse semestre me reservou coisas bacanas também, como a Oficina de materiais Plásticos que eu consegui puxar e o Grupo de Estudo de Moda, – que tem meninas fofas, inteligentes e super empenhadas a estudar sobre o assunto – mas ainda persiste um vazio que não sei como preencher.
O que sobrou dessa semana em que pensei milhões de vezes sobre o assunto foi um sorriso feliz estampado no rosto pela passeata dos alunos na sexta-feira, que aliviou meu sentimento de vazio e fez eu perceber que ainda dá pra lutar por coisas que acreditamos, me dando um novo gás pra busca de estágio/projetos e outras coisas. Porque eu vi que não dá pra construir toda a minha crença numa sala fechada, mas que eu tenho que tirar algumas coisas desse pequeno espaço pra poder seguir adiante e batalhar por minhas reais motivações, e que mesmo podendo tirar bem menos do que eu supunha poder desse espaço, bom, para coisas que não pode ser remediadas sempre existem outras possibilidades.
E ah, descobri que Jornalismo de Moda é realmente o que eu quero, e isso também tem uma importância fundamental no processo ;)

Viva a revolução na Moda

São nessas madrugadas adentro, quando começamos a pensar em filosofias de vida, que textos como esse aqui debaixo acabam acontecendo. E, ainda bem que existem essas madrugadas e esses momentos para iluminar um pouco nossas cabeças!

Há tempos venho querendo falar um pouco sobre Moda aqui no blog. Porque sim, eu amo Moda e descobri isso graças a minha paixão (extrema) por imagem. É lindo ver como roupas, acessórios e muita, muita criatividade e paixão se transformam em Arte. Porque é nisso que acredito. Acredito em Moda como arte e principalmente como algo acessível. Porque Moda, para mim, não tem nada a ver com bolsas hiper caras e roupas “da marca X”; não, eu não gosto disso, não gosto desse olhar perdido em um mundo surreal. E não desmereço trabalho de estilista algum, porque sei que a moda como arte – que eu tanto defendo – tem seu valor e seu direito de ser assim. Mas convenhamos, desde quando é preciso sofrer com roupas que machucam, apertam e que mesmo assim são desejadas por milhares e milhares? Desde quando tenho que acordar e dedicar meu dia a “não borrar a maquiagem” que carrego no rosto desde quando levantei pela manhã? Desde quando preciso ser rica, badalada e uma”it girl” (nome mais feinho, né?) na vida pra estar na Moda, ou melhor, para gostar dela? Exemplos disso não faltam, infelizmente.

Ah, disso eu não gosto, nisso eu não acredito. Acredito naquela Moda que me satisfaça com minha roupas e minhas combinações bonitinhas, naquela Moda que não me obrigue a querer ficar pintada igual boneca o dia inteiro ou ainda que não se importe se em algum momento eu ficar com minha camiseta velha ao longo do dia. É disso que gosto. Tanto na passarela, quanto na foto, quanto no meu dia-a-dia.

Na onda dessa temporada de Moda que rolou nos últimos dias (vide Fashion Rio e São Paulo Fashion Week) fiz uma maratona pra acompanhar todos os desfiles e várias resenhas dos eventos. E achei muita coisa boa, muita gente que também olha com uma visão tão ou mais romântica que eu pra esse mundo. E é bom saber que existe gente assim, de carne e osso, e que talvez essa revolução na Moda não seja algo tão impossível de se conquistar, afinal.

Alice in Wonderland

Eu vi esse editorial de “Alice in Wonderland” e simplesmente fiquei encantada. Me senti perdida no universo do chapeleiro maluco, da menina do vestido azul e branco, e da rainha de copas.  Mesmo não tendo assistido ao filme, (chega logo em Bauru, chega!) li muitos dos comentários e críticias que fizeram sobre o mesmo, e diga-se de passagem, o que vem por aí parece ser apaixonante!

Infelizmente não achei o fotógrafo responsável pelo editorial, mas que é lindo, isso não tem com negar.

As fotos foram retiradas do site: http://www.wicked-halo.com