22 anos, sejam muito bem-vindos

Hoje eu faço 22 anos. Não é uma data simbólica, ou pelo menos não tão simbólica quanto as outras. Quando você faz 15 anos tem aquela confirmação – ou pelo menos você se sente assim – de que não é mais criança. Chegou a fase da adolescência, a fase de um dos períodos mais legais pra você e irritante para os outros. Eu, pelo menos, tenho um certo pé atrás com essa fase da vida, quando a gente ainda tá descobrindo o que quer, quando acha que só o seu próprio umbigo importa e o resto do mundo tem um plano maligno contra você. É uma fase de descobertas, eu sei, mas é uma fase super crítica e acho que a sociedade em geral, e claro que eu me incluo nesse pacote, tem um problema grande em lidar com a adolescência alheia. Ou talvez, é claro, a adolescência alheia é que tenha um problema grande em lidar com a sociedade. O que deve ser mais verdade.

Daí chegam os 18 anos e você finalmente é… o que a gente é, afinal? Você sabe que agora pode fazer um monte de coisa que, no fundo, não quer dizer coisa nenhuma. Você continua sendo a mesma pessoa de antes, com as mesmas incertezas de antes, os mesmos objetivos de antes, apenas um pouco mais velha. Mas, querendo ou não, agora você tem 18 anos e pode, pelo menos, ter um certo orgulhinho de falar essa idade aos quatro cantos do universo.

Quando a gente faz 25 – penso eu que serei assim quando chegar lá – a gente sente um medinho lá no fundo de já soprar 25 velhinhas do bolo. Mas daí a gente olha pra trás e vê como é legal ter vivido tanta coisa diferente, e que aquelas 25 velhinhas representam uma imensidão de coisas, boas ou triste, impossível se de contar em um único dia.

Os 30 também tem lá seu charme, afinal são os 30! Uma data tão temida – só não tão quanto os 40 – por muita gente, enquanto pra outros, ah, é apenas mais uma data. Ou melhor. Apenas mais uma data significativa pelo tempo vivida, muito menos pelo número redondinho que teima em aparecer naqueles questionários que perguntam nossa idade.

Daí que nesse meio todo, os 22 anos não são tão simbólicos assim. Os dois patinhos na lagoa são uma idade meio nebulosa no meio de todos esses números. Só que pra mim, esses 22 anos são uma promessa de tantas coisas boas e de tantas mudanças extremamente significativas na minha vida, que os simbolismos que me perdoem. 22 anos, você é muito, muito bem-vindo por aqui! Mais do que bem-vindo, espero que você chegue quebrando as janelas, bagunçando tudo e fazendo um mega estrago (bom, é claro). Nada de quietude. Eu quero é fazer você valer a pena.

Procurando por fotos antigas de aniversário, descobri que muita coisa deve ter se perdido na mudança, mas ainda assim achei umas fotos dos meus primeiros aniversários que me deram vontade de investir em festas temáticas.

"O que que é isso, mãe?"

"O Pooh chegou?"

"Calma, ainda não"

"Agora pode"

E como eu nunca fiz nenhum meme de aniversário/final de ano aqui no blog, decidi que hoje era uma boa data pra começar.

Aqui embaixo, 5 eventos históricos, nascimentos, mortes e feriados do dia 10 de janeiro. Tem até Chanel na listinha.

10 de janeiro

Eventos históricos

49 a.C. – Júlio César atravessa o Rubicão, iniciando a guerra civil que opôs as suas forças às de Pompeu. Foi neste dia que ele pronunciou sua famosa frase: alea jacta est (a sorte está lançada).

1920 – Entra em vigor o Tratado de Versalhes para solucionar os problemas surgidos na guerra 1914–1918.

1929 – O jornal belga Vingtième Siècle publicou pela primeira vez uma tirinha com o menino-detetive Tintin, personagem criado pelo cartunista Hergé.

1946 – Americanos enviaram pela primeira vez um sinal de radar à Lua, recebendo um eco como resposta três segundos depois. O fato é considerado um prenúncio das comunicações por satélite.

1932 – Surge a grande criação de Walt Disney, o ratinho Mickey, é registrado e publicado pela primeira vez.

Nascimentos

1883 – Aleksey Nikolayevich Tolstoy, escritor de ficção científica russo (m. 1945).

1865 – Alfredo Ferreira Lage, advogado, fotógrafo e jornalista brasileiro (m. 1944).

1944 – Frank Sinatra Jr., cantor e compositor estadunidense.

1945 – Rod Stewart, cantor e compositor britânico.

1970 – Alisa Maric, enxadrista sérvia-estadunidense.

Mortes

1681 – João Batista Vieira, herói da Insurreição pernambucana

1951 – Sinclair Lewis, escritor estadunidense e prémio Nobel da Literatura (n. 1885).

1971 – Coco Chanel, estilista francesa (n. 1883).

1997 – Alexander R. Todd, químico inglês (n. 1907).

2007 – Carlo Ponti, cineasta italiano (n. 1912).

Feriados

Dia consagrado ao Bardo Geraint, personagem galês do Século IX.

Benin: Gozìn – Festa Anual de Agbê.

Dia de São Camilo

São Guilherme de Bourges (neto de Pedro, o Eremita)

Festa de São Gonçalo de Amarante

Hoje tem festinha pra comemorar, mas isso já é no próximo post ;)

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There’s no place like home

Assim como os livros, revistas são fundamentais no meu dia-a-dia. Servem não apenas como passatempo, mas – e principalmente – como estudo e informação. Algumas dessas revistas me chamam mais atenção pelos editoriais que possuem… algumas fotos são tão bonitas, com uma poética tão grande, que me fazem ficar horas e horas de olhinhos vidrados.  Sabem aquelas imagens que fazem a gente suspirar baixinho?! Pois é, eu sou dessas que fica toda emocionada com fotografias,  em especial fotografias que envolvem esse lado artístico que a Moda explora.

A Lula Magazine é uma dessas revistas mágicas e apaixonantes! Infelizmente é complicado achá-la aqui no Brasil, e mesmo nesse caso – ou comprando pela internet – o preço não é nem um pouco acessível. Mesmo assim dá pra acompanhar as edições pelo site, o que não me impede de continuar com a promessa de comprá-la um dia – porque convenhamos que nada se compara com o toque e folhear dessas revistas, né?

Sobre a Lula: A Lula Magazine é um revista londrina que tem tiragem semestral e tem como editora de estilo a ex-voguete Leith Clark. Ela tem pouquíssimos anúncios nas suas páginas, o que diga-se de passagem é difícil de achar nas revistas do gênero. Quem nunca se deparou com revistas que tem mais propagandas do que matérias e fotos? Só por isso ela já ganha muitos pontos comigo, mas o mais importante (e o que torna essa revista tão querida) é essa aura toda feminina e romântica que ela possui. Eu tenho a Lula como algo meio precioso, daquelas coisas que você tem vontade de guardar a sete chaves, sabe?

Em comemoração aos 5 anos da revista abriram uma pop up store  na Harvey Nichols, uma loja de departamento inglesa. As roupas e acessórios vendidos não poderiam ter um clima mais Lula do que isso!
E o mais legal de tudo foi a decoração montada no lugar: montagens, colagens, muita cor e muita Lula recheando as paredes (com muitos corações espalhados ainda por cima).

Nesse clima de festa, decidi postar alguma fotos da Lula edição #10, uma das minhas preferidas.  Espero que gostem :)

A edição teve sete capas diferentes que também formaram um editorial interno na revista

Todas as fotos foram inspiradas na personagem Moranguinho <3

O fotógrafo responsável por tanta beleza foi Damon Heath

Edição #10: E o styling fica por conta de Leith Clark

E o styling ficou por conta de Leith Clark

"Doll is Mine"

A cartela de cores do editorial acertou em cheio no clima infantil/romântico

A cartela de cores do editorial acertou em cheio no clima infantil/romântico

Não é de brilhar os olhinhos?

O título do post é a chamadinha tão conhecida da Lula: There’s no place like home.
Pra quem quer seguir de pertinho, além do site a Lula tem twitter: @lulamag.