Incrivelmente bárbaro

Esse ano cá estou em Mogi Mirim, terra natal no namorado, pra aguardar a chegada de 2013.  Eu, ele e alguns amigos decidimos fazer então uma festinha com tudo aquilo que a gente ama: comidas gordinhas, jogos de tabuleiro, videogame e muitas risadas. Tudo pra comemorar a chegada desse novo ano. E a gente tem muito o que comemorar mesmo. Aconteceram coisas ótimas em 2012 (algumas também não saíram dentro do planejado, mas nada que 365 novos dias não nos deem força pra correr atrás e alcançar) e tenho certeza que 2013 tá no caminho pra ser um ano ainda mais especial. Amanhã, com calma e em um exercício profundo de juntar todas as minhas anotações espalhadas pelos bloquinhos da bolsa, vou fazer minhas tradicional lista de metas. Aquela mais íntima, com meus desejos mais difíceis e que só eu entendo, e aquela mais geral, que vai sendo trabalhada ao longo do ano todo.

Antes delas, porém, quero desejar uma noite incrível pra todos nós! Um noite rodeada de pessoas que amamos, dando assim um gostinho de como 2013 vai ser incrivelmente bárbaro.

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E até ano que vem ;)

Bisous

Ps: esse foi o post de nº 100 do blog <3

Dezembro

Dezembro é aquele tipo de mês que ou você ama ou você odeia. E não dá pra fugir muito dessa regra porque dezembro tem todos os clichês, todos os sentimentalismos, todos os tipos de emblemas e representações que um mês pode ter. Do tipo ou você realmente embarca nesse espírito ou simplesmente ~atravessa~ dezembro, esperando com todas as forças que janeiro chegue logo.

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Eu sou e sempre fui do primeiro time e até hoje, toda vez que chega essa época do ano, fico me perguntando porque afinal eu amo tanto dezembro. Sabe quando a gente fica procurando uma resposta difícil de encontrar? Porque não dá pra dizer que existe uma única resposta pra isso. São muitas, na verdade.

Mas daí eu penso que eu amo dezembro porque adoro essas luzinhas de Natal, que podem ser douradas, multicoloridas ou branquinhas, mas que piscam infinitamente e deixam a cidade muito mais bonita. E claro que todo lugar tem seu exagero, tem umas casas que até assustam de tanto pisca-pisca que possuem, mas ah, até essas tem lá seu encanto, trazendo um pouquinho de brilho pras noites.

Eu amo esse clima de final de ano, amo que as pessoas conseguem transformar uma data específica do calendário em um momento importante pra todo mundo. O fato do ano mudar pode até não representar uma transformação palpável na sua vida, mas pode representar uma transformação muito mais interior, do tipo contrato que a gente faz com a gente mesmo e pensa “quero isso e vou correr atrás disso.”

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E dezembro pra mim é isso, é esse sentimento de que não importa quanto errado as coisas deram (ou não) até aqui, tem mais 365 dias pela frente pra você virar o jogo, pra você ser mais feliz do que triste, pra você aprender mais, estudar mais, ler, escrever, se divertir mais.

Eu gosto do clima de dezembro não porque soa como comercial de margarina, mas, exatamente ao contrário, é porque eu desejo ardentemente que não seja pura propaganda. Desejo – e acredito – que aqueles votos não são da boca pra fora, que as pessoas realmente se importam umas com as outras e que, afinal, dezembro tem o poder de despertar bons sentimentos na gente. E eu espero que eles perdurem por todos os outros meses do ano.

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Eu amo dezembro porque eu amo dezembro. Amo porque tem um monte de festa e dá pra ver e rever um monte de gente querida. Eu amo dezembro porque eu faço listas de tudo que deu certo no ano que passou e de tudo que eu vou lutar pra acontecer no que virá. E amo dezembro, principalmente, porque acredito única e exclusivamente que dezembro só é tão mágico assim não por causa das suas datas, afinal datas sozinha não significam nada, mas porque as pessoas tornam dezembro um mês diferente de todos os outros. São elas que que deixam esses dias com uma carinha diferente, com um clima, uma vontade, um jeito só seu. Eu amo dezembro porque ele poderia ser um mês como qualquer outro, mas nós escolhemos fazê-lo especial.

Nem só de entretenimento vivem os games

Esse não é um review sobre jogos, que isso fique bem claro. Sim, eu amo jogar, mas diferente do namorado (aka @dieguitoo) meu repertório de jogos não é lá muito vasto e não tenho muita base – nem jogos zerados o suficiente :P – pra falar com propriedade sobre o assunto.

Foi por causa do Diego, inclusive, e desse amor incondicional dele por jogos, que eu comecei a entender muito mais sobre games. Do tipo passar tardes e mais tardes jogando wii com ele e a turma de amigos ou sentar na frente do PS3 e descobrir o jogo mais incrível-foda-real que eu já vi: Heavy Rain. E nem vamos contar as noites insones jogando Left 4 dead 2 (vejam bem, tenho uma conta no steam só por causa dele) ou da minha fixação por Bejeweled, porque aí eu vou ter um sério problema pra calcular quanto tempo eu já ~perdi~ da minha vida. Mas foram esses jogos e muitos outros, além das conversas com o Di, é claro, que me fizeram entender mais sobre cada história, cada personagem e cada detalhe do universo dos games. E aos pouquinhos foi ficando claro pra mim como, a cada dia que passa, essa indústria fica mais forte e conquista adultos, crianças e idosos quase que na mesma proporção. Porque, no fundo, esse papo de “video-game é coisa de criança” é uma das maiores balelas que eu já escutei na minha vida.

Caso você ainda tenha alguma dúvida, peço então que leia essa matéria. Pronto? Então, agora, vamos continuar.

Pode soar de uma pretensão sem fim pra quem acha que tudo se resume a apertar alguns botões, mas afora essa agilidade motora, posso te enumerar uma série de qualidades que tornam os games uma forma de entretenimento extremamente inteligente e perspicaz. Vejamos Heavy Rain, por exemplo. Dando de lavada em muita produção hollywoodiana por aí, o roteiro é extremamente bem feito, com uma história de suspense e drama que mexe com as nossas emoções de uma maneira louca. A questão não é acreditar, de fato, que você é o personagem principal. E sério, algum dia ainda quero que alguém me explique porque tá tudo bem ver um filme de ação com mil tiros, mortes e afins, mas o fato de você matar zumbis (!) em um video-game vai te transformar em um serial killer em potencial. “Ah, mas video-game é em primeira pessoa”. Com sinceridade? Se a pessoa acreditar que o mundo é pura ficção, e viver de fato isso, ela vai ser influenciada por qualquer coisa. Pode sim ser um jogo de video-game, mas pode também ser um filme, uma propaganda, um livro… Se querem culpar alguém, bom, as escolhas estão aí.

Mas como ia dizendo… tá longe de ser só emoção. Pra mim uma das características mais fortes – e inteligentes – de alguns jogos de video-game têm a ver com nosso poder de escolha. Sua decisão interfere no rumo da história. O caminho a ser seguido pode mudar o final de tudo.

Acho que, no fundo, você vira um pouco roteirista também e aprende uma lição que né, pra quem não entendeu nunca é tarde pra começar: todas as nossas escolhas tem consequências. Você pode ser o valentão que só pensa em si mesmo e quer que o mundo inteiro se exploda, mas garanto que em algum momento você vai precisar desesperadamente de todas aquelas pessoas que você deixou pelo caminho, e aí, bom, aí você vai ter que terminar o jogo pra entender que sim, tudo volta. E nem precisa ser uma história épica a la “Heavy Rain” ou “The Walking Dead” pra provar que video-game é muito mais do que “aperta o botão X”. Nosso poder de dedução, perspicácia, rapidez e planejamento – e quem não quer ter tudo isso aprimorado?! – são elevados ao cubo quando se joga Portal. É irônico, é inteligente e deixa no chinelo muito teste lógico por aí.

E como toda indústria de entretenimento, é ótimo que nos faça aprender, que nos faça querer lutar, – e aprender algo novo e torcer pra que as nossas escolhas tenham o resultado esperado e, claro, também saber continuar quando a resposta não for tão positiva assim – mas também é bom que nos emocione, que nos dê um tesão gigantesco e que nos faça querer jogar aquele jogo simplesmente porque é bom. E, céus, como é bom ter um pouco de diversão misturada a tantas outras qualidades positivas.

Ninguém precisa jogar nada pra ser mais inteligente. A gente só precisa – e deve – jogar pelo prazer. As consequências, bom, jogue e você verá por si mesmo.

Ps: Não falei de “Limbo” no texto, mas tá recomendadíssimo também :)

Cheiro de chuva

Foram 63 dias sem chuva! Sessente e três!
No mês passado a prefeitura já tinha divulgado que a cidade estava em clima de alerta por causa da umidade do ar, ou melhor, da falta dela. Bauru chegou a bater a porcentagem alarmante de 18%, quando pela escala da OMS (Organização Mundial da Saúde) valores abaixo de 30% já são preocupantes. Mas os números, mesmo que bem visíveis, não precisavam aparecer com toda essa pompa pra mostrar o que eu já tava sentindo na pele, na irritação dos olhos, nesse cansaço que fazia o corpo até doer e nesse sol que achava escaldante uma palavra muito bobinha pra ele ser chamado.
Hoje, depois de 63 dias sem ver uma gota de chuva pela janela, o dia amanheceu cinza e com um vento que me fez protagonizar a cena de Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado” na frente da editora. Hoje, depois de 63 dias a gente escutou os primeiros pingos de chuva lá fora e todo mundo correu nas janelas da redação pra ver uma coisa que parece tão bobinha, tão parte do nosso dia a dia, mas que depois de tanto tempo sem acontecer faz a gente pensar em como é importante, em como faz um bem danado pra pele, pra alma, pra vida.
A redação parou pra bater palma, mas merecia bem uma festa, ainda mais por vir acompanhada daquele cheirinho que há tantos dias tinha desaparecido, e que logo invadiu a sala e fez todo mundo trabalhar muito mais feliz.
Foram 63 longos dias, mas a chuva chegou. E foi lindo.

O clube

Inglaterra, década de 30. Uma turma de acadêmicos de uma das mais famosas universidades do mundo, a Universidade de Oxford, resolve criar um grupo para discussão de literatura.  As reuniões eram bem informais e o grupo mais ainda, com alguns poucos membros, todos homens,  participando cada um à sua maneira e com suas ideias.

Montar um grupo de literatura podia até ser uma ideia comum, mas seus membros já não eram caras tão comuns assim. Eles se auto intitularam “The Inklings” e decidiram que queriam sim falar de literatura, mas não ~só~ de literatura. A ficção era aquilo que de fato os unia, tendo ainda um outo elemento em comum: a fantasia. A deliciosa e encantadora fantasia.

Começaram a se reunir num bar que ficava ali perto chamado The Eagle and Child (A águia e a criança), mas que tinha um nome muito mais carinhoso entre eles The Bird and baby (O pássaro e o bêbe). Posso até imaginar alguns de seus encontros, com todos aqueles homens sentados ao redor de uma mesa. Acompanhados de alguma bebida qualquer, com vontade de expressar suas ideias, de desabafar seus dilemas – acadêmicos ou literários – e de conversar um pouco com outros homens que sabiam o quanto o sonho faz um bem danado para qualquer um. Em qualquer idade. Em qualquer lugar.

Um desses caras era africano, mas morava ali na Inglaterra desde muito pequeno. Apaixonado desde sempre pela literatura, não teve dúvidas em cursar a faculdade de Letras. Anos depois, ali em Oxford, seria uma dos professores mais reconhecidos da universidade, onde lecionava anglo-saxão, inglês e claro, literatura inglesa.

O outro era irlandês, mas tinha ido para a Inglaterra para fazer faculdade. Amava os livros, com todo fervor. Com três anos já vivia em um mundo imaginário, fazendo questão que a família o chamasse de “Jack”. Aos 10, perdeu a mãe, e junto com seu irmão encontrou nos livros ainda maior refúgio.

Eles se conheceram no grupo e viram que tinham muito mais em comum do que a literatura. Se tornaram amigos, grandes amigos. O fato de um ser um católico praticante e o outro um ateu convicto – mais tarde ele iria se tornar protestante o que desagradaria ainda mais ao amigo – foi um entrave na amizade. Quando a crença e a literatura de ambos de misturavam, as constantes brigas eram inevitáveis. E essa mistura de fantasia, fé e crenças era, para ambos, muito mais comum do que se possa imaginar.

Um deles se chamava John Ronald Reuel Tolkien, ou como você deve conhecer J. R. R. Tolkien, o “cara que escreveu O Senhor dos Anéis.” O outro se chamava Clive Staples Lewis, ou como você deve conhecer C. S. Lewis, o “cara que escreveu As Crônicas de Nárnia”.

A primeira vez que eu escutei falar de “O Senhor dos Anéis” foi pela minha irmã. Lembro que ela trouxe o livro pra casa (aquele com os três livros juntos, enorme que só ele) e começou a ler e me contar o quanto tava amando. Eu, uma pequena devoradora de livros, não aguentei e comecei a ler junto com ela. Depois ainda viriam os filmes, que me prenderam tanto quanto o livro, e que me mantinham fascinada com a ideia de um mundo paralelo tão absurdamente bem planejado. Não conseguia, – e ainda não consigo – pensar em outra palavra que não seja perfeição para a descrição dos personagens, da Terra Média, de todos, absolutamente todos os detalhes da história.

Já “As Crônicas de Nárnia” surgiram faz pouco tempo na minha vida. Não havia visto nenhum dos filmes, não sabia absolutamente nada da história – muito menos sobre os “The Inklings” – mas um belo dia encontrei o livro (mais uma vez a versão com todos os livros juntos) na biblioteca da minha faculdade e voilá, logo ele foi parar nas minhas mãos.

Finalizados os três primeiros livros de “As Crônicas de Nárnia” eu fiquei pensando o que era aquela sensação quente que eu sentia aqui dentro do peito quando lia aquela história. Lembrei que havia sentido algo parecido com “Senhor dos Anéis” e com “Harry Potter” e tentei achar algum ponto de ligação entre aquelas três histórias, tão diferentes entre si, mas que despertavam em mim aquele mesmo sentimento. Até que de repente a resposta apareceu na minha frente assim, quando menos esperava.

A fantasia.

Quando descobri sobre o “grupo de literatura” de Oxford eu fiquei encantada. A própria história me parecia bonita demais, me parecia até mais uma das histórias do próprio Tolkien ou do Lewis, com a cereja no topo do bolo de que eles agora também tinham virado personagens. Mas não. Ela era real. Era completamente real.

Penso cá com meus botões que o mundo é um lugar muito mais encantador, mais quente, mais bonito de se admirar quando colocamos um pouco de magia no dia a dia. Não precisa ser a louca que não sabe viver no presente e encara tudo como um conto de fadas. Não to falando disso. To falando de simplesmente imaginar que, de vez em quando, o que a gente chama de coincidências, de felicidade, de realização, a gente podia simplesmente chamar de magia. De acreditar que a gente pode criar uma história pra nossa própria vida e seguir aquela história da maneira mais verdadeira que a gente puder. Porque afinal é a gente sim quem escreve nossa história. E se a fantasia pode ser um aliado pra fazer você sonhar com o que quer pra sua vida, porque deixa-la de lado? Tudo pode, e deve, ser mais do que obrigação, mais do que fazer por fazer. E só a fantasia, a magia nos proporciona isso.

Eu fico pensando que se dois caras lá na década de 30 queriam mostrar pro mundo, cada um do seu jeito e com suas verdades, o quanto a fantasia é importante, eles mostraram muito mais do que isso. Eles mostraram que ela não é importante, mas sim necessária pra se viver. E eu só tenho a agradecer.

Um obrigada a cada um dos “The Inklings”.

Obrigada Tolkien.

Obrigada Lewis.

Eu entendi o recado (;

Ela acreditava em anjos. E, porque acreditava, eles existiam.

Faz algum tempo comecei a ler o livro “Clarice – Uma vida que se conta”, uma mistura de biografia com análise literária das obras de Clarice Lispector. O livro foi construído a partir das pesquisas empreendidas pela autora, Nádia Battella Gotlib, dos depoimentos de amigos e familiares e de trechos de livros, cartas e entrevistas que a própria Clarice concedeu.

Afora a beleza que a gente vai captando aos pouquinhos, conforme avançam as descobertas sobre o tempo e o modo como cada um de seus livros foi escrito, o que mais me tem impressionado é a própria forma que Clarice tinha de enfrentar o mundo.

Acho que tenho a achado mais humana, por assim dizer.

Para mim, Clarice foi quase sempre uma outra personagem de suas histórias e, apesar de no livro entendermos que ela realmente misturava muitas de suas características às personagens que criava, fica claro o tamanho de sua humanidade. Ela mesma tinha dúvidas quanto a isso, como se o fato de poder dizer ser um ser humano fosse algo um tanto raro, um tanto heroico se verdadeiro.

Clarice sempre procurou por algo que parece nunca ter encontrado.Um sentimento (felicidade?), um porto seguro, (apesar de considerar o Brasil seu verdadeiro lar) um sentido na vida que tantas vezes pareceu-lhe impossível de alcançar. É meio desesperador observar essa procura dela, que não tem um alvo certo e que parece ser um ciclo sem fim.

Ainda faltam boas páginas para terminar a obra e, mesmo assim, sinto que entender o que Clarice buscava e como ela enxergava o mundo é algo que não pode ser compreendido assim, de supetão.

É humano demais.

No mundo encantado da Disney

E tudo sempre começava com um “Era uma vez” e terminava com um “Felizes para sempre”.

E quer saber? Eu acredito com toda força no “felizes pra sempre”! Essa frase carrega muito mais um desejo de fazer as coisas darem certo, uma vontade de fazer da sua história algo cheio de coisas boas, apesar dos obstáculos, apesar dos choros, apesar dos problemas que well, a vida tem, do que qualquer outro sentido literal. Tem muito mais a ver com encontrar seu lugar no mundo, encontrar uma profissão que te faça feliz, encontrar alguém pra compartilhar a vida e chamar de príncipe encantado (e eu encontrei o meu), encontrar beleza nas coisas e conseguir construir sua história com doçura, acreditando que todo mundo tem direito ao seu final feliz. Mesmo que ele não venha com um castelo, uma coroa e uma bruxa má pra dar um gostinho de aventura – e olha que eu posso fazer milhares de paralelos dessas coisas com o mundo real.

O fato é que quando a gente atinge uma certa idade, parece que esquecemos um pouco de como é encantador poder sonhar com essas histórias, de como faz bem pra nossa vida de todo dia ter um pouquinho de mágica que ajude a troná-la melhor, mais bonita.

Semana passada, quando fui ao Alameda aqui de Bauru e visitei a exposição “Disney”, acho que resgatei um pouco da beleza desses contos-de-fada que vire e mexe a gente esquece. Sério, dava pra sonhar acordada com a réplica dos personagens, que iam do ratinho Mickey até os sete anões.

E nem é por ser meu conto-de-fada preferido (se bem que Peter Pan não perde em nada, hein), mas as réplicas da Bela e a Fera eram perfeitas. O vestido que a Bela usava era de um dourado que ofuscava a vista, e havia uma delicadeza tão grande nos traços esculpidos no rosto da fera que ficava impossível não lembrar com carinho da história. O detalhe mais lindo? Se você desse a volta no lugar em que eles estavam expostos, havia uma rosa linda na mão da fera, que ele segurava com a mão escondida atrás de si.

A casa do Mickey era uma fofura. Na foto não dá pra ver todos os detalhes, mas o trabalho em miniatura dos objetos era muito preciso e apesar de não ter foto havia uma réplica bem linda do próprio.

Tincker Bell sempre foi um dos meus personagens mais queridos, mas foi a única que achei que a réplica não passava toda a emoção que a sininho de verdade tinha. (Ou vai ver que a sininho da minha cabeça não tem muito a ver com a sininho de verdade).

Pergunta rápida! (e não vale consulta): Quais são os sete anões?

E aí que lá havia uma infinidade de personagens que fizeram parte da minha infância. Quantas vezes eu não li alguma história sobre eles, quantas vezes eu não vi algum filme, quantas vezes eu não quis fazer parte – nem que fosse um pouquinho – daquelas histórias? Muitas, muitas vezes, mas well, no fundo o importante mesmo é trazer um pouquinho delas pra gente e fazer com que todos os nossos dias comecem com um “Era uma vez” e terminem com um “Foram felizes para sempre”.