Incrivelmente bárbaro

Esse ano cá estou em Mogi Mirim, terra natal no namorado, pra aguardar a chegada de 2013.  Eu, ele e alguns amigos decidimos fazer então uma festinha com tudo aquilo que a gente ama: comidas gordinhas, jogos de tabuleiro, videogame e muitas risadas. Tudo pra comemorar a chegada desse novo ano. E a gente tem muito o que comemorar mesmo. Aconteceram coisas ótimas em 2012 (algumas também não saíram dentro do planejado, mas nada que 365 novos dias não nos deem força pra correr atrás e alcançar) e tenho certeza que 2013 tá no caminho pra ser um ano ainda mais especial. Amanhã, com calma e em um exercício profundo de juntar todas as minhas anotações espalhadas pelos bloquinhos da bolsa, vou fazer minhas tradicional lista de metas. Aquela mais íntima, com meus desejos mais difíceis e que só eu entendo, e aquela mais geral, que vai sendo trabalhada ao longo do ano todo.

Antes delas, porém, quero desejar uma noite incrível pra todos nós! Um noite rodeada de pessoas que amamos, dando assim um gostinho de como 2013 vai ser incrivelmente bárbaro.

inin

E até ano que vem ;)

Bisous

Ps: esse foi o post de nº 100 do blog <3

22 anos, sejam muito bem-vindos

Hoje eu faço 22 anos. Não é uma data simbólica, ou pelo menos não tão simbólica quanto as outras. Quando você faz 15 anos tem aquela confirmação – ou pelo menos você se sente assim – de que não é mais criança. Chegou a fase da adolescência, a fase de um dos períodos mais legais pra você e irritante para os outros. Eu, pelo menos, tenho um certo pé atrás com essa fase da vida, quando a gente ainda tá descobrindo o que quer, quando acha que só o seu próprio umbigo importa e o resto do mundo tem um plano maligno contra você. É uma fase de descobertas, eu sei, mas é uma fase super crítica e acho que a sociedade em geral, e claro que eu me incluo nesse pacote, tem um problema grande em lidar com a adolescência alheia. Ou talvez, é claro, a adolescência alheia é que tenha um problema grande em lidar com a sociedade. O que deve ser mais verdade.

Daí chegam os 18 anos e você finalmente é… o que a gente é, afinal? Você sabe que agora pode fazer um monte de coisa que, no fundo, não quer dizer coisa nenhuma. Você continua sendo a mesma pessoa de antes, com as mesmas incertezas de antes, os mesmos objetivos de antes, apenas um pouco mais velha. Mas, querendo ou não, agora você tem 18 anos e pode, pelo menos, ter um certo orgulhinho de falar essa idade aos quatro cantos do universo.

Quando a gente faz 25 – penso eu que serei assim quando chegar lá – a gente sente um medinho lá no fundo de já soprar 25 velhinhas do bolo. Mas daí a gente olha pra trás e vê como é legal ter vivido tanta coisa diferente, e que aquelas 25 velhinhas representam uma imensidão de coisas, boas ou triste, impossível se de contar em um único dia.

Os 30 também tem lá seu charme, afinal são os 30! Uma data tão temida – só não tão quanto os 40 – por muita gente, enquanto pra outros, ah, é apenas mais uma data. Ou melhor. Apenas mais uma data significativa pelo tempo vivida, muito menos pelo número redondinho que teima em aparecer naqueles questionários que perguntam nossa idade.

Daí que nesse meio todo, os 22 anos não são tão simbólicos assim. Os dois patinhos na lagoa são uma idade meio nebulosa no meio de todos esses números. Só que pra mim, esses 22 anos são uma promessa de tantas coisas boas e de tantas mudanças extremamente significativas na minha vida, que os simbolismos que me perdoem. 22 anos, você é muito, muito bem-vindo por aqui! Mais do que bem-vindo, espero que você chegue quebrando as janelas, bagunçando tudo e fazendo um mega estrago (bom, é claro). Nada de quietude. Eu quero é fazer você valer a pena.

Procurando por fotos antigas de aniversário, descobri que muita coisa deve ter se perdido na mudança, mas ainda assim achei umas fotos dos meus primeiros aniversários que me deram vontade de investir em festas temáticas.

"O que que é isso, mãe?"

"O Pooh chegou?"

"Calma, ainda não"

"Agora pode"

E como eu nunca fiz nenhum meme de aniversário/final de ano aqui no blog, decidi que hoje era uma boa data pra começar.

Aqui embaixo, 5 eventos históricos, nascimentos, mortes e feriados do dia 10 de janeiro. Tem até Chanel na listinha.

10 de janeiro

Eventos históricos

49 a.C. – Júlio César atravessa o Rubicão, iniciando a guerra civil que opôs as suas forças às de Pompeu. Foi neste dia que ele pronunciou sua famosa frase: alea jacta est (a sorte está lançada).

1920 – Entra em vigor o Tratado de Versalhes para solucionar os problemas surgidos na guerra 1914–1918.

1929 – O jornal belga Vingtième Siècle publicou pela primeira vez uma tirinha com o menino-detetive Tintin, personagem criado pelo cartunista Hergé.

1946 – Americanos enviaram pela primeira vez um sinal de radar à Lua, recebendo um eco como resposta três segundos depois. O fato é considerado um prenúncio das comunicações por satélite.

1932 – Surge a grande criação de Walt Disney, o ratinho Mickey, é registrado e publicado pela primeira vez.

Nascimentos

1883 – Aleksey Nikolayevich Tolstoy, escritor de ficção científica russo (m. 1945).

1865 – Alfredo Ferreira Lage, advogado, fotógrafo e jornalista brasileiro (m. 1944).

1944 – Frank Sinatra Jr., cantor e compositor estadunidense.

1945 – Rod Stewart, cantor e compositor britânico.

1970 – Alisa Maric, enxadrista sérvia-estadunidense.

Mortes

1681 – João Batista Vieira, herói da Insurreição pernambucana

1951 – Sinclair Lewis, escritor estadunidense e prémio Nobel da Literatura (n. 1885).

1971 – Coco Chanel, estilista francesa (n. 1883).

1997 – Alexander R. Todd, químico inglês (n. 1907).

2007 – Carlo Ponti, cineasta italiano (n. 1912).

Feriados

Dia consagrado ao Bardo Geraint, personagem galês do Século IX.

Benin: Gozìn – Festa Anual de Agbê.

Dia de São Camilo

São Guilherme de Bourges (neto de Pedro, o Eremita)

Festa de São Gonçalo de Amarante

Hoje tem festinha pra comemorar, mas isso já é no próximo post ;)

Ritual familiar

Começa meio que discretamente. Uma ou outra pessoa entra pela soleira da porta e cumprimenta as pessoas sentadas no sofá vendo TV. De repente, elas não param mais. Pessoas entrando por aqui e por ali, cumprimentos soltos, frases de “mas você demorou, hein?” e beijinhos e abraços enchem o lugar. Alguém solta alguma piada e uma criança começa a correr de cá para lá, deixando todo mundo louco e com medo que o corre-corre leve a toalha da mesa, e tudo que tem nela, abaixo. É quase típico, quase uma cena que me acostumei a ver todos os domingos nos meus últimos vinte anos de vida. Aliás, dezoito, porque nos dois últimos anos fugi à regra da família e me distanciei um pouco desse quase ritual.
Isso se chama família grande, isso se chama família unida, isso se chama família.
Minha família não é uma família qualquer, é aquela família gigantesca em que todo mundo faz parte da vida do outro, em que os domingos na casa da avó são sagrados, em que qualquer motivo – qualquer mesmo – resulta numa reunião com muita comida e conversa.
Aí tem a avó espevitada, que passaria tranquilamente por uma jovenzinha de 18 anos que não pára de falar e tem um pique incrível pra aproveitar a vida, tem a tia fofa que trata todo mundo com aquele jeitinho e cara feliz, tem os tios malucos que adoram fazer piadinhas sobre sua vida pessoal e ficam discutindo futebol em quase 70% do dia, tem os primos pequenos-grandes que estão na idade de correr muito e ficar cheio dos ‘Porquês?”.
Natal, Páscoa, Ano-Novo, Dias dos Pais, Dia das Mães…sempre estão todos lá, sempre reunidos celebrando bem mais a própria união do que a data em si. Em dezoito anos de vida me acostumei com esses momentos de tal forma que já faziam parte do meu cotidiano. Não éramos apenas nós, éramos todos nós.
Mas as coisas mudaram, o tempo passou…
Mudei de cidade, passei a chegada do ano em outros lugares, não estava mais aos domingos para visitar a casa da avó e tomar o café da tarde na grande mesa com todos. Mas hoje, em mais uma festinha de comemoração ao aniversário de um dos nossos, senti aquela mesma atmosfera dos anos passados. As crianças já não correm tanto, – apesar de os porquês continuarem – a avó ainda continua tagarela e os tios ainda têm as mesmas histórias e piadas pra contar. Mas o mais engraçado é ver o quanto eu ainda fico feliz com as pequenas conversas, pequenos risos e pequenos tapinhas de “Nossa, quanto tempo… tá diferente!”.
Já é hora de ir embora e o primeiro dá sinal que vai levantar. Um alarme invisível é ligado: todos também vão, um atrás do outro. Na saída, mais conversas e pequenas combinações da próxima reunião familiar…