Setembro 2012: o que teve

Vi lá no A life less ordinary, gostei e trouxe pra cá. Quem sabe vire um post para todos os meses?

Assistindo…

A 9ª temporada de Grey’s Anatomy. Ta aí um seriado que eu sou completamente viciada. Posso ficar meses sem assistir, mas quando decido colocar os episódios em dia, sento na frente do computador e vejo todos os capítulos perdidos um atrás do outro, numa maratona crazy. E vale cada minuto. A nona temporada tá no segundo capítulo ainda (em setembro, tava no primeiro), mas tem tantas coisas a serem resolvidas da oitava, tantos personagens novos , tantos personagens dando adeus que fica difícil não se envolver (e, no meu caso, se debulhar em lágrimas), com cada cena que aparece.

 

Lendo…

Uma pilha de teses, livros e artigos para o TCC, mas os dois que estão sendo lidos mesmo de cabo a rabo são “História da moda no Brasil: das influências às autorreferências” de Luís André do Prado e João Braga e “Análise de conteúdo” de Laurence Bardin.

Ouvindo…

Tava em uma fase de cantoras que iam desde Kate Nash, passavam por Lily Allen e desembocavam em Nara Leão. A fase ainda não passou direito, mas já to dando uma chance pra outras bancas e cantores aparecerem na minha playlist.

Querendo…

Pode ser repetitiva? Mês passado (e nesse também) só queria continuar a escrever meu TCC conforme todo o cronograma e terminá- lo dentro do prazo. Torçam por mim.

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Que hoje eu passei batom vermelho

Sábado entreguei meu último trabalho, assisti minha última aula e quase mandei um último beijo pra faculdade, não faltasse ainda um longo ano de 2012 pra tudo terminar. De qualquer forma minhas férias de 2011 chegaram, apesar de serem só na faculdade já que o ritmo de pesquisas, trabalho e textos prometem aumentar muito por aqui. Enquanto isso, filmes, livros e músicas vêm pra me confortar e pra me dar mais força pra esse começo de dezembro. E que ele venha poderoso pra fazer jus ao mês mais incrível do ano.

Comecei já no sábado a cumprir minha meta das férias que é ver um filme por dia, ou mais, até os votos de Feliz Ano Novo no dia 31. Pode ser besteira, mas desde que comecei a registrar meus filmes no filmow, fazer minhas listas mais organizadas no listography e levar o “1001 filmes para ver antes de morrer” que ganhei do Di a sério, comecei essa coisa louca de ver tantos filmes. Os escolhidos do final de semana foram “Sindicato de Ladrões” no sábado e “Quando Paris Alucina” no domingo. Tão diferentes entre si, mas com enredos bem interessantes, os dois me prenderam de jeitos diferentes. “Sindicato de Ladrões” tem todo aquele estrelismo de Marlon Brando na tela, que não é por menos. Aquela cara toda maquiada e toda metida a bad boy desempenhou uma das melhores atuações que eu já vi no cinema. Não que eu tenha visto muita coisa ou possa falar com propriedade sobre cinema, mas achei a atuação dele uma coisa meio impecável de se ver, quando fica difícil perceber onde termina ator e começa personagem. Além disso, o filme tem um enredo pra lá de excelente e é o tipo de longa que até a turma que não gosta muito de filmes antigos por causa do ritmo tem grandes chances de gostar.  Enquanto isso, “Quando Paris Alucina” é uma história super gostosa e relaxante de se ver. Eu nem preciso falar aqui o quanto eu amo a Audrey, e apesar de achar que ela tem outros filmes com atuações melhores, gosto da historinha divertida de total metalinguagem contida no enredo.

Já na segunda e ontem, terça, os filmes da vez foram “O clube dos cinco” e “Tudo sobre minha mãe”.

O clube dos cinco é um filme teenager da década de 80 que pode enganar a primeira vista. Toda aquela graça dos filmes adolescentes daquela época está lá, mas é uma maneira delicada, quase ingênua até de tratar sobre problemas dessa fase da vida. Quando você olha para o mundo a sua volta e vê que as pessoas, até aquelas que parecem mais incríveis e ‘populares’ têm problemas e que, no fundo, adolescentes são tão diferentes e absurdamente iguais ao mesmo tempo. Tudo sobre minha mãe, em compensação, é praticamente um hino em louvor às mulheres. As mulheres de nascença, as mulheres de opção, aos admiradores das mulheres e a todos aqueles que já tiveram grandes mulheres presentes em suas vidas. Quando o filme acabou, me peguei com a vontade de levantar e bater palma sem parar, mesmo sozinha no quarto.

Paralelo ao ritmo alucinante dos filmes, mas não muito longe, vêm os livros. O da vez é “A menina que brincava com fogo”, segundo livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson. Daí aproveitei que a biblioteca da Unesp aumentou o prazo de devolução dos livros – férias, bebê, querem dizer devolução dos pequenos só dia 27 de fevereiro – e fiz a festa. Os quatro escolhidos –  número maior de livros que podem retirados de uma só vez – são “Crônicas de Nárnia – volume único”, do qual eu só li o primeiro livro, “História da Feiúra” do Umberto eco, que entrou ainda mais pra minha lista de desejados depois que li História da Beleza do autor, “O império do Efêmero”, que pretendo ler pela 1654165 vez (só que dessa vez com fichamento!) para pesquisa, e “Moda no século XX”, que eu conhecia de folhear e quero aproveitar pra ler de vez.

Enquanto isso no radinho de pilha (brinks, mas é fofo falar radinho de pilha) o que anda tocando é “Pitanga”, novo CD da Mallu Magalhães e a trilha sonora de “Submarine” do Alex Turner. Escutem e tirem suas próprias conclusões e em “Pitanga”, em especial percebam a mudança, pra bem, de Mallu. Percebe-se de longe a influência do Marcelo Camelo no CD.

Além disso tudo, estou em um ritmo alucinante de pesquisa e trabalhos paralelos, cheia de listas e desejos para o ano que vem (que aliás, tem show do Roger Water já garantido). As listas de sucesso pra 2012 logo virão pra cá, mas enquanto isso, vamos é esperar pelas festas de final de ano, sorrir muito pelos cantos, comer aquelas comidas deliciosas que parecem se multiplicar nessa época e aproveitar a beleza desse mês encantado.

O título do post? Além de ser verdade, veio daqui.

;)

Sobre pequenos momentos

Cada vez me convenço mais e mais que pequenos momentos fazem toda a diferença no dia.

É como quando você sai do banho, depois de ter lavado a cabeça, e fica aquele cheirinho gostoso no cabelo, que dura por horas. Porque você dispensa o uso do secador ou qualquer outro método secante, e simplesmente deixa que o tempo e o ar fresco faça todo o serviço. Você senta na cama, entre os cobertores, almofadas ou qualquer coisinha macia que esteja ao alcance, e abre a última página em que parou daquele livro, aquele livro que está sendo tão bom de ler. Segundos depois você escuta o barulho do microondas apitando, avisando que seu capuccino, que sim, é tão bom quanto o que você toma no Copacabana – apesar de faltar as margaridinhas em cima da mesa ou a vista do jardim – ficou pronto. E vai buscar aquele copinho milagroso, quente e macio (sim, uso macio como qualidade pra bebidas) pra te acompanhar na leitura.

Depois de um tempo vocês dispensa o livro, e assisti mais um episódio de Gilmore Girls ou Grey’s Anatomy, dependendo da ocasião, e espera que ele chegue pra te dar um beijo e um abraço.

Você também pode escolher sair por aí e ficar horas na livraria, deixando o vendedor tonto de tantos livros que você vai olhar o preço – e dependendo do resultado voltar triste ou feliz – ou ainda ir nas estantes de DVD, e tentar achar mais um pra sua coleção de clássicos – que ainda é pequena, mas aos poucos está crescendo.

Há ainda a opção de ir na feirinha do Vitória Régia, e torcer pra que o B de Brigadeiro ainda esteja lá e que você consiga experimentar um novo cupcake. Colorido e delicioso.

Você pode simplesmente ficar deitada quietinha na cama, enquanto conversa com ele sobre alguma coisa que aconteceu no trabalho, sobre algo que leu na internet ou simplesmente sobre qualquer besteirinha ou coisa boba que você esteja a fim de compartilhar.

Você pode gastar horas na frente do computador, e nem se dar conta disso, porque descobriu um blog incrível e decidiu ler o arquivo inteiro dele. Ou ficar na frente do videogame, achando o máximo o fato de finalmente ter conseguido cinco estrelas naquela música tão difícil do Guitar Hero.

Você volta do trabalho e simplesmente se joga na cama, pra dali há cinco minutos levantar e começar as suas matérias, e descobrir feliz da vida que aquela pauta que te pareceu tão chata num primeiro momento, ta sendo incrível de pesquisar.

Você adora o fato dele cozinhar, assim como adora ir fazer compras no supermercado com ele, antes do jantar.

E, principalmente, adora o fato de ter tantos pequenos grandes momentos recheando seu dia, sua vida e te dando felicidade.

Fotos do meu Instagram que representam um pouco de tudo isso.

To smell the inside of an old book is a treasure of this world

Quando eu tinha sete anos de idade, aconteceu.

Tínhamos acabado de mudar para uma nova casa e dessa vez a biblioteca municipal ficava muito próxima, quase vizinha. Foi natural que o lugar me chamasse atenção, e convidasse – mesmo que silenciosamente – para que eu entrasse e o conhecesse. E foi assim que eu fiz e assim que pela primeira vez tive a dimensão do que era uma biblioteca, do quão gigantescamente ela era e da quantidade absurda de histórias que tinham ali dentro.

Não também que ela fosse muito grande, era até que bem modetsa, mas para uma menina que nunca tinha visto tantos livros juntos num mesmo lugar, aquilo era a idéia perfeita de um parque de diversões.
Fiz minha ficha na biblioteca – a primeira de muitas – batida naquela velha máquina de escrever e que, incrivelmente, até as últimas vezes que fui lá ainda era a responsável pelas novas fichas do lugar.

Era simples sair de casa e andar uns poucos passos, e assim passar a tarde vendo os jornais e as revistas do mês. No final, depois de achar uma matéria que eu gostasse e lê-la vezes seguidas, eu saía de lá com um livro debaixo do braço, às vezes com mais de um, e quando chegava em casa corria buscar alguma coisa pra comer enquanto com a outra mão abrias suas primeiras páginas.

Nesse meio tempo, a Dona Vilma, a mulher que fez minha primeira ficha e que me ajudava sempre que eu tinha dúvidas com os títulos, costumava me indicar algumas leituras, me mostrar os novos lançamentos, me falar sobre os clássicos… Era meu ponto de referência, era a pessoa a quem eu procurava pra iniciar uma discussão sobre determinada passagem de algum livro, pra perguntar quando determinada exemplar iria voltar para as estantes.

E foi assim por muitos anos, muitos mesmo. Mesmo depois de crescida, depois de novas experiências, novas rotinas, a biblioteca municipal continuava a fazer parte das minhas visitas semanais. Novos livros chegaram, assim como tantos outros foram embora já desgastados pelo tempo. As pessoas também mudaram e quase nunca conseguia ver algum rosto conhecido daqueles primeiros dias em meio às novas pessoas que surgiam. No entanto, a Vilma continuava lá, me ajudando, me dando algumas dicas, me lembrando de livros que eu mesma já havia comentado que queria ler.

Mudei de cidade e mudei de vida, mas velhos hábitos, como freqüentar a biblioteca, não mudaram. A diferença é que agora não era mais aquela biblioteca, mas uma outra, com outros exemplares, outras histórias a serem descobertas e outros corredores por onde eu podia me perder.

Há alguns meses quando voltei pra casa, minha mãe me contou quase que distraidamente que “aquela mulher da biblioteca” tinha morrido de câncer no último mês.

Eu não sei se a Vilma tinha família, não sei se ela tinha filhos, não sei se era feliz, não sei se gostava do emprego. Sei apenas sobre os conselhos que ela me dava, sobre as leituras que ela me sugeria e sobre a quantidade imensa de livros que chegaram até mim sob as suas mãos.

Ela tampouco conhecia muito sobre mim… era apenas aquela menina que crescera quase dentro da biblioteca, que sempre vinha com algum novo título anotado num pedaço de papel e que passava um tempo ali até descobrir se o mesmo estava nas prateleiras ou não.

O fato é que isso significou absurdamente pra mim, e mesmo que ela não soubesse, minha paixão pelos livros, pelo cheiro que se desprende quando abro a página de alguns deles, ou pela sensação de ansiedade que tenho quando viro a próxima página, se deve muito a ela, as pequenas conversas e indicações que ela me passou.

Eu não tive a oportunidade de dizer isso pra ela, de dizer o quanto ela foi importante nessa minha paixão pelos livros, mas toda vez que por as mãos em um novo volume ou pisar numa biblioteca, vou me lembrar dela e vou sorrir.

Disso eu tenho certeza.

Observações randômicas

Desde que voltei de São Paulo e o diário de bordo chegou ao fim, resolvi aproveitar os dias de férias que me restavam e não ligar muito pra nada. Sem preocupações com trabalho, horários, correria e afins, passei meus dias no mais perfeito descanso, curtindo tudo aos pouquinhos. Daí que esses pouquinhos foram bastante coisa no final das contas, e como faz um bom tempo que não dou o ar da graça por aqui, o post vai virar uma compilação randômica e fofa das coisas que me acompanharam e me divertiram nesses dias.

Enjoy.

 

Sobre filmes.

Há uma lista imensamente gigantesca de filmes que quero ver. Têm clássicos, têm estreias, tem comédia, tem terror, tem um pouquinho de tudo. O fato é que com o trabalho e com as constantes viagens que fiz durante as férias, não deu tempo de ver muita coisa. Salvo o hiato de uma pequena semana que tive em Leme e que me rendeu momentos cinéfilos, consegui assistir três dos filmes que queria nesses últimos dias e to com o terceiro já aqui de ladinho pronto pra ser visto durante a semana.

“A ilha do medo” foi uma enorme surpresa. Eu já havia escutado falar do filme, claro, (muita gente tinha se surpreendido com a boa atuação de Leonardo DiCaprio) mas não conhecia nem a sinopse quando fui assistir. E tchan tchan tchan, fiquei num estado de pânico-ansiedade tudo junto&misturado enquanto via as cenas rolando na telinha. E não foi apenas o enredo fantástico, mas adorei o final genial que tem no longa – que obviamente eu não vou contar pra não estragar a surpresa de quem ainda não viu.
Eu adoro filme de suspense/terror, é um dos meus temas preferidos, e já coloquei esse na minha lista (sim, outra!) de melhores. Um dos poucos que não tem assassinatos em série ou fantasmas na trama pra te fazer acreditar que sim, você está vendo um filme de suspense/terror.

“Inception“, ou “A Origem” como foi traduzido para  português, também tem Leonardo DiCaprio no elenco, mas eu juro que é pura coincidência, gente!
O fato é que o filme foi um dos mais falados em 2010 e mesmo não sendo uma caçadora de hypes eu tava com vontade de assistir. A trama é uma loucura, você pisca e tem a impressão que já não sabe mais o que tá acontecendo. Demora um pouco pra você se situar na história e, mesmo assim, tem várias passagens em que você pensa “ah, posso ver de novo?”. Pra mim é um filme um tanto quanto genial e que faz valer a pena cada minuto passado com sua história.

“Black Swan”, ah, “Black Swan”! Podem colocar vários clichés aqui, mas ninguém pode negar que é um belíssimo filme. Vi uma matéria em algum blog ontem (que infelizmente não me recordo o nome pra dar os devidos créditos), dizendo que a genialidade do filme não era devido a Natalie Portman, mas sim a Darren Aronofsky, diretor do longa. Eu discordo. Acho que a genialidade aqui não compete apenas a uma pessoa. O diretor tem todos os créditos para a beleza do filme, tem com toda certeza a maior parte e a maior parabenização pelo resultado, mas me pergunto se uma pífia interpretação de Natalie Portman não transformaria o filme numa história dramática mais do mesmo. Um cisne negro dentro de um cisne branco foi feito com beleza, doçura, ódio, paranoia e paixão pela atriz. Acho que ambos merecem os devidos créditos.

Aguardando pra ser visto, dessa vez um clássico! Roman Holiday, traduzido como a Princesa e o Plebeu para o português, com a fofa da Audrey Hepburn. (E, se tudo der certo, seus filmes vão virar post lá no Mode Fabuleux).

Sobre pequenas coisas.

A mudança finalmente saiu. Depois de problemas com o correio, depois de problemas pra pegar a chave, de pois de um dramalhão mexicano, tudo deu certo e o apartamento já está devidamente limpo e com cara nova. Tudo bem que mobília seja outra história….

O fato é que com a mudança acabei fazendo uma limpeza geral nas coisas do quarto. Papeis velhos, roupas abandonados no fundo do armário; essa mania de guardar tudo que se vê pela frente e depois nem lembrar mais de onde veio a tal coisinha. Mas, além de jogar um batalhão de coisas fora, também achei duas muito especiais. Uma é esse caderninho fofo que eu usava para anotar livros, filmes, dicas, qualquer coisa bacana que surgisse e eu gostasse. Não via o bendito há muito tempo e já tinha achado que tinha sido esquecido em algum canto por aí. Boa surpresa reencontrar o caderninho, que no momento já se encontra devidamente guardado dentro da bolsa :)

A outra coisa trouxe uma recordação boa…
Pra quem tá sonhando em fazer teatro há um bom tempo, lembrei que já me arrisquei no mesmo uma certa vez, lá em 2009 numa peça da faculdade (sim, da faculdade) sobre Oswald de Andrade. O que encontrei foi nada mais nada menos do que o roteiro da peça. No vídeo (por favor não liguem pra minha nada vocação pra atriz, apesar de gostar de teatro)  não tem a entrada da peça, infelizmente, que eu adoro.

Além de tudo isso, domingo fui na feirinha do Vitória Régia, e quer lugar melhor pra achar coisas fofas do que lá? Voltei com um brigadeiro branco maravilha dentro do estômago e um caderno (sim, outro!) de cupcake.

Sobre brechós.

Essa semana conheci o brechó Extinção aqui de Bauru, indicação do Mola. Aliás, foi depois de uma conversa com ele sobre a não importância que brasileiros dão pra brechó que comecei a pensar mais no assunto. Quem sabe isso ainda renda um post.. .

Sobre livros.

Depois de ler “O Evangelho de Coco Chanel” e com uma lista bem grande de livros a serem devorados, resolvi dar um tempo nos livros de moda e me arriscar numa série que há tempos tava aqui em casa, emprestados da Fernanda Angelino. “As Brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley é uma série clássica, mas que eu tinha em defasagem nas minhas leituras. Os quatro livros da série – A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore – estão aqui na estante, e no momento que escrevo já estou na leitura do segundo, que pra muita gente é o melhor dos quatro. Em comparação ao primeiro eu concordo, e acho que isso tem a ver com o fato de que ele é bem mais dinâmico e empolgante (o primeiro é bom também, mas bem mais descritivo e com uma narrativa mais lenta).

Sobre blogs

Acabei de estrear no blog da A Lagarta, com um post sobre o Banksy, o grafiteiro britânico, e sua estreia no cinema que, inclusive, tá concorrendo como melhor documentário no Oscar.
Tem matéria sobre o Ronaldo Fraga no SPFW, lá no À Moda da Casa, tem matéria no Estilo em Claquete  sobre a inspiração que algumas marcas encontraram no cinema pra fazer suas coleções de inverno 2011 no Fashion Rio, e tem matéria sobre o livro “O Evangelho de Coco Chanel” lá no Mode Fabuleux.

E, por falar em blogs, a partir dessa semana o In Wonderland passa a fazer parte do Paper Blog, à convite da Margarida, responsável de comunicação do portal. O Paper Blog mostra as atualizações de vários blogs das mais diversas áreas, de forma a integrar tudo num lugar só.

Por ora é isso. Logo mais eu volto com mais posts randômicos.

O menino que sobreviveu

Tudo começou quando num aniversário de muitos anos atrás vi minha tia chegando com um pacote todo bonitinho nas mãos. Aberto, naquela pressa gigantesca que criança tem em querer saber logo qual é o presente, todo lindo e com aquele cheiro delicioso de livro novo, o presente caiu no meu colo. Eu já o conhecia por nome, aliás, todo mundo já conhecia Harry Potter e a Pedra Filosofal. Na época, o livro estava começando a estourar e todo mundo comentava sobre a história do menino-bruxo que as crianças não conseguiam parar de ler. Bem, isso realmente é verdade, mas com o tempo as pessoas começaram a perceber que não eram apenas as crianças que não conseguiam parar de ler…

Comecei minha leitura de Harry Potter e a Pedra Filosofal na maior alegria da qual quem ama os livros tem: devorar (quase literalmente, como diria a Babi) cada página da história. E tudo virou uma coisa mágica, maravilhosa. Era uma mistura de muitos sonhos de crianças virando realidade. Imagina descobrir que é um bruxo e que vai estudar numa escola de Magia e Bruxaria? Todo mundo sonhou um pouquinho em ser Harry Potter, todo mundo se sentia ‘maltratado’ quando o Snape fazia alguma coisa contra ele, todo mundo achava o máximo tem Hermione e Rony como seus dois melhores amigos.

Aí que ele cresceu e a gente também… e toda aquela geração acompanhou quase que fervorosamente o desdobramento da história. Eu, que não tinha os outros livros, quase sempre emprestava de alguma amiga ou retirava da biblioteca municipal da minha cidade. E depois de um tempo a história começou a tomar rumos que a gente mal podia imaginar e logo o primeiro filme foi lançado, o que levou mais pessoas a acompanharem Harry Potter, mesmo que só pela telinha do cinema. Lembro que na época fui procurar saber mais sobre a história da J.K Rowling, a escritora da série, e fiquei meio desacreditada de como várias editoras tinham recusado o livro num primeiro momento. Talvez hoje elas arranquem um pouquinho de cabelo toda vez que se lembrem disso…

Acontece que depois de um tempo eu acabei me perdendo na coleção, e o 6º e o 7º livro ficavam sempre martelando na minha mente que deviam ser lidos. Então, nas minhas últimas férias – quando já se comentava sobre o lançamento da primeira parte de Harry Potter e as Relíquias da Morte nos cinemas – decidi voltar para aquela história, para aquele mundo a parte que tanto havia me encantado. Reli todos os livros me pendurando em cada palavra, chorando em várias partes (a morte do Sirius e do Dumbledore é a coisa mais triste de se imaginar) e percebendo que esse amor por Harry Potter é mágico, de verdade.

Finalmente, depois de muitos dias, os sete livros estão empilhadinhos no canto aqui do quarto, devidamente lidos (obrigada ao Di que me emprestou toda a coleção!) e agora os planos são para os filmes, porque com certeza quero rever todos antes de ir ao cinema – primeiro lugar na fila aí vou eu haha – e assistir ao sétimo. Justamente nessa semana em que terminei a série, tive uma aula na faculdade quase que inteirinha sobre o último livro (acreditem gente, aula sobre Harry Potter) e o trailer oficial finalmente saiu, me deixando toda arrepiada quando vi pela primeira vez.

O que fica de tudo isso é que o menino que sobreviveu é um pouco dos sonhos de todo mundo, da vontade de ser especial, da identificação com uma história que é um mundo paralelo ao nosso e, que por isso, se torna tão apaixonante.

O que fica de tudo isso é que o menino que sobreviveu tem um lugar especial e só dele no meu coração.

Update: O livro da vez é Enciclopédia da Moda, da Georgina O’Hara Callan e, por falar no assunto, comecei a escrever alguns textos para o blog do À Moda da Casa. Minha primeira matéria já foi ar e logo outras virão, assim espero. Confiram lá ;)