Os livros do feriado

Voltar para casa quase sempre é sinônimo de me enfiar de cara nos livros, dividindo o tempo com as matérias que tenho para entregar e, é claro, as minhas séries favoritas.
Nessa semana em especial, com o feriado e a vida dura da UNESP que nos poupou de aulas na segunda e terça-feira, pude emendar tudo e ficar um bom tempo comendo a comida da minha mãe. Na mala as coisas vieram bem divididas: metade com roupas e a outra metade com revistas e livros. É claro que eu não iria conseguir ler tudo durante esse tempo, mas sempre fico numa indecisão gigantesca do que devo trazer e acabo trazendo quase tudo. ‘Quase’ porque a outra parte não cabe na mala, porque se coubesse com certeza estaria aqui!
Os livros trazidos foram quatro. Um deles eu já devorei durante esses dias e agora comecei o segundo. Fiz uma breve listinha e o resumo ou impressões de cada um aqui e, para quem ficar curioso, depois eu conto se gostei ou não.

Morangos Mofados – Caio Fernando Abreu (presente de um ano de namoro dado pelo Di)
Caio Fernando Abreu é um soco na boca do estômago. De uma beleza incrível, Caio é um mestre com as palavras, fazendo com que a gente se sinta dentro da história de forma a chorar, rir, pensar nesse mundo-louco com uma intensidade absurda. Morangos Mofados é um livro de contos e em seu epílogo há uma carta que explica seu processo de criação. Cartas, aliás, recheiam as obras de Caio, e talvez sejam tão (ou mais) belas do que suas próprias histórias.
A carta enviada ao Zezin no final do livro fala um pouco sobre o ato de escrever e como Caio encarava esse processo, que segundo ele definia é como “enfiar um dedo na garganta”.
Abaixo, alguns trechos que selecionei de Morangos Mofados.
“Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.”
“Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele.”
“Subi correndo no primeiro bonde, sem esperar que parasse, sem saber para onde ia. Meu caminho, pensei confuso, meu caminho não cabe nos trilhos de um bonde”.

A Câmara Clara – Roland Barthes (emprestado da  biblioteca da UNESP)
Indicação do meu professor de fotojornalismo, o livro  parece ser uma obra básica para o assunto. Através da  fotografia e de suas observações, há um série de  reflexões sobre suas implicações em vida e morte.

Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll (Comprado na Empório Cultural há um tempinho atrás)

Bom, acho que essa história não preciso contar para ninguém, né? To até postando uma foto aqui em que eu faço uma super propaganda do livro! Haha.
O fato é que comprei Alice e acabei indo ao cinema primeiro, antes de ler o livro. Mas estou muito empolgada em ler essa versão, que além de contar com as ilustrações originais de John Tenniel ainda tem o “Através do espelho” para completar.

Enciclopédia da Moda – Geórgia O’Hara Callan (Emprestado pela Maitê)
O livro é literalmente um dicionário de moda,com verbetes de A a Zque explicam sobre tipos de tecidos, eventos, grandes nomes, desfiles, coleções, artistas, enfim, tudo que direta ou indiretamente estiver relacionado à Moda.
Além disso, há imagens lindas em preto e branco recheando suas páginas.

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