Dois anos depois

Logo no primeiro dia de dezembro eu e Diego fomos visitar uma amiga muito querida – aka Babi – e o Caio, seu namorado, em São Paulo. A visita tinha um motivo especial: em 2013 a Babi embarca para Santa Fé, Argentina, onde vai ficar por longos seis meses. Além da despedida e do abraço apertado que queríamos dar nela, já fazia dois anos desde que nós quatro havíamos nos reunido. Naquela época os dois vieram pra Bauru, então nada mais justo do que agora eu e Diego irmos visitá-los. E de quebra aproveitamos o passeio pra ir em diversos lugares legais – e finalmente levar o Di pra conhecer a Paulista, o que era uma vontade de muito tempo. Explico: desde que fiquei um tempinho em SP, me apaixonei perdidamente pela Paulista. Talvez um dia ainda faça um post explicando o porquê disso, mas em linhas gerais eu amo a mistura – de tipos, construções, idades e cores – que se encontram tudo-ao-mesmo-tempo-agora por lá. E quando tem lugares que eu gosto assim, de um jeito tão visceral, tenho vontade que outras pessoas que eu gosto também o conheçam. E pra mim a Paulista e Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, são locais assim.
Espero, aliás, que esse segundo eu também tenha um dia a oportunidade de mostrar para o Diego.

Fomos no sábado de manhãzinha (manhãzinha mesmo, tipo cinco da matina e a gente já tava no ônibus) e nossos primeiro destino foi o apartamento do Caio, onde ficamos hospedados. Como por email nós já havíamos combinado mais ou menos o roteiro, partimos direto pra Paulista onde fomos caminhando até chegar na Augusta. Lá, em um restaurante vegetariano muito simpático, o Apfel, almoçamos e já colocamos boa parte da conversa em dia. Tudo bem que a gente sempre se comunica por facebook, gtalk e afins, mas como eu já disse aqui fazia dois anos desde que nos reunimos todos, então imaginem o tanto de assunto!

Fomos para a Livraria Cultura logo em seguida e olha, só confirmei algo que já batucava dentro de mim: eu poderia morar dentro daquele lugar. Amo a disposição dos livros, amo o espaço giga que tem pra gente sentar e ler o que quiser, amo o tanto de livros e revistas nada fáceis de achar, mas que lá a gente acaba sempre encontrando algum exemplar. Enfim, a Livraria Cultura é minha segunda casa.

Depois dessa parada fizemos ainda uma longa caminhada – com direito a uma rápida passagem pela lojinha da Lomography que claro eu me apaixonei perdidamente –, mas que tinha um destino certo: o MIS. Eu não conhecia o museu ainda, mas como os paulistanos gostavam bastante de lá e as exposições que tavam rolando super interessavam a mim e ao Diego nem precisou muita cerimônia pra colocar o museu no roteiro.

A primeira das exposições que vimos foi o “Projeto Keep Walking”, onde vários artistas prestaram sua homenagem a Madonna – que tava no Brasil fazendo shows –, através de pinturas. Essa exposição rolou até dia 16 de dezembro e ficava logo na entrada do MIS. Algumas das obras faziam referências claras à músicas e a própria imagem da Madonna, enquanto outras já pediam um pouquinho mais de paciência da gente pra tentar entender qual foi a sua inspiração.

A segunda exposição foi a “Arte e Cinema pelos pôsteres”. De um lado, os pôsteres  originais de filmes clássicos como Lolita, Laranja Mecânica e Jules e Jim e, do outro lado, releituras desses mesmos pôsteres. Como eu gosto pouco de cinema (só que não), fica legal ver as ideias e pequenos detalhes que deram origem pra cada releitura. Alguns pôsteres relembraram cenas famosas do filme e alguns criaram imagens mega minimalistas, mas que mesmo sozinhas representavam muito bem aquela história. Pra quem se interessar, essa exposição ainda tá rolando! Ela é gratuita e fica no MIS até 13 de janeiro de 2013.

A última, porém mais legal das três exposições, foi a “Brazilian International Game Festival”, ou a BIG, de forma abreviada e mais bonitinha de se chamar. Nem preciso dizer que o namorado quase teve um surto de tanta felicidade lá no meio, mas até pra nós três que não somos tão imersos quanto ele no mundo dos games, a BIG foi uma baita surpresa positiva. A exposição queria mostrar o trabalho de diversos games independentes que deram de lavada em muita produção giga por aí. E não dá pra concordar menos! Apesar da gente não ter participado das palestras e oficinas que rolaram sobre o assunto (elas já tinham sido em um outro dia), todos os games estavam lá ligados pra gente jogar o tempo que quisesse. Eram MUITOS jogos, sendo um mais divertido do que o outro. E todo mundo tá de prova que, mesmo depois de eu ter gasto o maior tempo jogando vários, o segurança ainda não tinha saído daquele que eu mais queria jogar!

Depois do MIS já tava começando a escurecer e como nós tínhamos combinado uma noite mais calminha no apartamento do Caio, pegamos um ônibus, fizemos uma rápida parada no McDonald’s e rumamos pro ap. Durante a noite jogamos desde “Eu garanto” até o  jogo dos Bastardos Inglórios – que por falta de nome fica sendo chamado assim mesmo.

Domingo de manhã foi dia de conhecer a Liberdade. Eu nunca tinha ido até lá, apesar de já ter lido sobre o bairro. Fiquei encantada! Tem que ter uma certa paciência pra andar por alguns lugares e enfrentar a multidão que vai se formando, mas a arquitetura, as lojinhas e toda aquela história que a gente já conhece do lugar, mas que quando vê ao vivo e a cores assim dá uma alegria difícil de explicar, fizeram valer cada minuto. Além de um jardim lindo de morrer que visitamos, conheci a Fancy Goods e oh lord, dá vontade de levar absolutamente tudo embora! Sabe aqueles itens de papelaria que você compra e sabe que depois vai morrer de dó de usar? Hahaha É bem por aí. Arrematei uma borrachinha de gatinho que é pura fofura, uma caderninho de “Keep calm and carry on”, uma cartela de adesivos e um post-it (sou viciada neles) de pinguim. Beijo pro Diego que me deu tudo de presente.

Almoçamos no Kohii, um restaurante que tem como proposta fazer o encontro do Brasil com o Japão. E eles conseguem! O restaurante tem uma decoração incrível com objetos, araras de roupas e diversas revistas brasileiras e japonesas. Essa parte de revistas, em especial, é muito legal. São vários sofás espalhados e se você quiser tomar só um café e ficar ali lendo, pode sentir-se à vontade. As paredes são forradas com jornais dos dois países e o cardápio, é claro, também faz uma mistura gastronômica bem legal.

Ainda passeamos por diversas lojas do bairro – inclusive em um sebo onde achei uma edição de “Lolita” que me acompanhou na viagem de volta – e depois fomos para o apartamento porque já tava na hora de arrumar as coisas pra voltar pra cidade lanche. Demos um último abraço apertado no Caio e na Babi e voltamos pra Bauru com a esperança certeza de que não esperaremos mais dois anos pra nos reunir.

  • Tirando as fotos de Instagram que são minhas, as outras são todas da Babi – essa gênia da fotografia. Deixei bem marcadinho quais são de Instagram porque né, as fotos da Bá se sentiriam ofendidas. Pra quem (até parece que não) se apaixonou pelas fotos dela, Babi tem uma lojinha online, a Mouton. Se ainda não garantiu seu presente de Natal, tá aí a oportunidade!
  • Tem muitas mais fotos da viagem, mas que ainda não estão comigo. As que já estão vou colocar aqui embaixo, e quando as outras chegarem, faço um post só de fotos :)

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instagram.com/paulinhav

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Monte Verde: dias para nunca mais esquecer

Já faz duas semanas que voltei da viagem de Monte Verde, mas quando fecho os olhos nem preciso de muito esforço pra lembrar de cada segundo do passeio e de cada vista maravilhosa que tivemos por lá. Como tinha adiantado por aqui, eu tava mega animada pra essa viagem porque além de ser a minha primeira viagem com o Diego – nós fomos pra Brotas esse ano pra descer corredeira e se divertir à beça, mas foi bate e volta e não teve um gostinho tão especial quanto dessa vez – ainda ia ser para um lugar lindo e frio, o que já contribuiu em 90% da nossa ansiedade. Mas tanta demora e ansiedade valeu a pena. Valeu muito a pena!

Bem na entrada da cidade!

Monte Verde não á uma cidade, como eu pensava antes de ir para lá. Na verdade, o lugar é distrito de Camanducaia e fica bem depois da divisa de São Paulo com Minas Gerais. Aliás, a gente fez a maior festinha no carro quando cruzamos a fronteira do estado, porque por mais besta que possa parecer uma simples “divisão imaginária”, os outros estados brasileiros são motivo de muita curiosidade pra mim. Em Florianópolis percebi como as coisas funcionavam tão diferente por lá do que eram aqui no território paulista e, em Monte Verde, todas as máximas da vida mineira se confirmaram ser verdade. Então quando atravessamos a divisa do estado fizemos uma pequena comemoração no carro e o Diego já virou na mesma hora para mim e disse “Tá sentindo o cheiro de queijo?”. This is my boy.

A estrada pra lá tem umas vistas assim, bem feinhas #soquenao

Quando você vai chegando perto do distrito começa a dar um friozinho na barriga. A estrada é de mão simples, cheia de curvas e já vai te presenteando com vistas maravilhosas! São muitas montanhas e vales e uma imensidão verde pra se perder de vista. As placas no caminho já mostram que o lugar é um ponto turístico muito conhecido: são tantas pousadas, chalés e hotéis que você fica até um pouco perdida.

E finalmente chegamos mesmo em Monte Verde!

Fiquei encantada pela arquitetura do lugar

Lá tem passeios de todos os tipos. A gente foi mais pra descansar e deixar o romantismo aflorar (haha) então fizemos coisas mais tranquilas como patinar no gelo e subir a Pedra Redonda. Primeiro: patinar no gelo é uma das coisas mais gostosas desse mundo! No começo eu tava toda apreensiva me segurando no namorado – que logo de cara saiu patinando como se tivesse feito isso desde a hora que nasceu – e pela quina da pista, mas não demorou muito pra eu ver que era fácil, fácil. Acredite em mim, se você já patinou alguma vez na vida, com patins normais mesmo eu digo, vai ser moleza se acostumar no gelo. Só sei que aquela meia hora que a gente achou que fosse demorar pra passar, passou tão rápido que fez a gente ficar com cara de quero mais ainda um tempão depois. E segundo: a Pedra Redonda é mais difícil do que eu imaginava pra subir, mas o esforço valeu super a pena. Eu adoro montanhas, adoro trilhas e me senti recompensada quando cheguei lá em cima. Foi chato por um lado porque tinha chovido mais cedo naquele dia e daí tinha uma neblina pavorosa que não deixava a gente enxergar um palmo na frente do nariz. Dava ainda mais medo porque ela ficava mais espessa a cada minuto que a gente ficava lá em cima e na hora de voltar rolou até um certo medinho de não conseguir ver o caminho, anyway, no final das contes deu certo.

O começo da trilha…

No topo!

No topo, com foto babona tirada pelo namorado e – reparem! – a neblina ao fundo

Mas isso é pouco perto de tudo que dá pra fazer por lá. Dá pra andar a cavalo (tinha cada potrinho que era a coisa mais linda desse mundo!), fazer rafting, passear de jipe pela montanha, fazer arborismo e mais 1416341 trilhas que levam para diferentes pontos da região. E, claro, passear e ver uma infinidade de lojinhas que vendem um pouco de tudo: desde roupas até móveis antigos, velas, lembrancinhas, chocolates, compotas… A lista vai longe!

As lojinhas são assim :)

Como gordita que sou, as comidas são sempre um capítulo à parte. E como comida mineira é boa! Ela tem um tempero muito peculiar e eu acho engraçado como eles amam essa coisa de fartura. O prato que pra eles era pra uma pessoa dava pra umas três Paulinhas, sem exagero. De restaurante eu recomendo o “Villa Amarela” que fica bem na entrada da cidade e que tem uma comida deliciosa e um preço ok. Achei legal que o lugar tem um barzinho bem agitado e que tem uma vista que dá pra ver uma parte da rua central do distrito e uma parte do jardim deles. Ainda na lista de indicações, incluo o “Ribas”, que é bem aconchegante e romântico e o “Trás os Montes”, que toca rock de todas as décadas e fica num ponto bem alto da cidade, proporcionando uma vista maravilhosa.

A compra dessa compota foi um pedido da @babimouton que, é claro, foi cumprido sem muito sacrifício

A vista do restaurante “Ribas” mostrando parte da rua central do distrito

Outro ponto alto da viagem foi o hotel. Ok, que a gente ficou muito mais tempo aproveitando a viagem e as belezas do distrito do que trancafiados dentro do quarto, mas não posso deixar de falar que amei o lugar, o atendimento, o serviço de quarto, o aconchego, enfim, tudo. E sério, acho mesmo que “café da manhã de hotel” podia ser um prato incluso no cardápio dos restaurantes, porque é bom demais! E vamos combinar que fica difícil não se esbaldar naquele café da manhã a)porque tem uma variedade de coisas que você não sabe nem por onde começar e b) a janela do nosso quarto dava para uma casinha onde eram feitos os pães do hotel. Mentalizem o cheiro que era aquilo logo ao acordar!! E ah, O hotel é o Green Village. Uma graça de lugar!

Meu cantinho de estudo no hotel. Sim, falei certo, estudo… Ossos do ofício.

A gente acordava, abria a janela e tinha um bosque cheio de esquilinho e um cheiro delicioso de pão caseiro

Temperatura <3

A única coisa que me deixou triste na viagem foi quando saímos da parte turística e fomos ver como era de fato o lugar em que os habitantes de Monte Verde moram. Me senti, de certa forma, mal pela situação. A população é extremamente pobre, as ruas não são asfaltadas e as casas são bem pequenas, com uma estrutura precária. Pra quem saía da parte turística e via essa parte da cidade era um choque – ou, pelo menos, deveria ser – difícil de explicar. Depois que voltei de lá tentei me informar mais sobre a situação e parece que mudanças no sentido de tornarem o lugar mais habitável já ocorrem há muitos anos, sem grandes avanços. Triste é o mínimo que posso dizer.

Da série: detalhes charmosos

E claro que Monte Verde não se contenta em ter montanhas e comidas caseiras deliciosas. Eles têm a sua própria fábrica de chocolate, que te deixa com a sensação de que qualquer outra barra ou bombom que você experimentar depois que sair de lá, vai soar fake da primeira à última mordida.

Há um carinho todo especial com cada bombom. É um trabalho artesanal tão bonito (e gostoso!) que você quer comprar um chocolate de cada tipo, cada sabor, cada forma. Dá pra se divertir e engordar bastante, eu diria.

Uma pequena amostra dos bombons de lá

E claro que a gente trouxe compotas (alô, doce de leite com maracujá),queijos, lembrancinhas, comprinhas (o suéter de poás aqui de baixo foi presente do namorado) e mais um monte de lembranças que vão ficar pra sempre com a gente. Seja em nossa mente ou em nosso coração.

E que venham muitas outras viagens!

O tal do suéter de poás e foto no espelho (tão anos 90)

Ps1: sim, a qualidade das fotos não ficou muito ok. Claro que eu lembrei de levar tudo, menos a máquina fotográfica que ficou em cima da cômoda. Daí o jeito foi apelar para a câmera do Iphone.

Ps2: hoje eu e o Diego fazemos três anos e meios de namoro. Nem três dias e meio, nem três meses e meio. TRÊS ANOS E MEIO. Obrigada, Di, por me fazer feliz há cada segundo de todo esse tempo.

Dear diary e novo destino

Tava aqui pensando e cheguei a conclusão que o In Wonderland é um espaço MUITO maluco. Eu escrevo praticamente tudo por aqui em forma de diarinho, mas de vez em quando decido fazer um post super inusitado, tipo contando do Clube ou de como games vão muito além do entretenimento. E já até cheguei a me arriscar com uns textos mais introspectivos! hahaha. Mas, no final das contas, o diarinho prevalece. E fico feliz de saber que tem gente que lê as coisas românticas/bobinhas/verdadeiras que escrevo por aqui, mesmo sendo todo esse caos de temas que é.

Desde que fiz um meme por aqui, bem no começo do ano, um pessoal começou a visitar mais o blog, a comentar e falar sobre algumas coisinhas que eu escrevo. E eu vou confessar que to achando tudo muito legal!

Eu sempre tento postar mais rapidamente, mas como isso daqui sempre foi e sempre vai ser meu “diário da internet” (tão anos 90 isso!), acho difícil mudar :(

Mas enfim, essa enrolação toda é pra dizer que sempre vou achar o máximo imaginar que minhas angústias, felicidades, pirações, textos e histórias chegam pra pessoas que eu nunca vi na vida e que provavelmente nunca verei e que, mesmo assim, tem uma pá de gente disposta a ser gentil, a rir junto comigo, a se surpreender com alguma história que eu também me surpreendi. Eu abri meu “diário” pras pessoas lerem e de repente me senti tocada ao perceber que as coisas ficam mais bonitas quando são compartilhadas.

Então, obrigada pra você que vem aqui (não me interessa se é uma pessoa ou mil) e me torna um tico mais feliz! Fico contente de receber um comentário, mas mesmo que isso não aconteça, tudo fica bem mais doce ao saber que alguém “perdeu” uns segundinhos por aqui.

O In Wonderland sempre vai ser um blog sem compromisso, um canto totalmente meu de desabafos, mas saber que há tanta gente que me entende, que se parece comigo ou até que é tão diferente de mim e por isso expressa alguma opinião que me faz pensar “nossa, mas será?” é o m-á-x-i-m-o!

Mas vamos ao que interessa e que nem tem nada a ver com esses comentários enfofados aí de cima. Hahaha.

Hoje pego estrada rumo a casa do namorado, que mora em Mogi Mirim (interior de SP) e de lá, na sexta de manhã, vou pra Monte Verde, em Minas Gerais. Eu nunca fui pra lá, mas já conheci muita gente que foi e amou! E como eu e o Diego estamos ensaiando uma viagem bem romântica e só nossa desde 2009, quando a gente começou a namorar, – e nunca dava certo principalmente porque um: tem que rolar um planejamento financeiro; dois: a gente não conseguia conciliar férias no trabalho ao mesmo tempo – finalmente ter a nossa viagem de sonhos é um presente de fim de ano indescritível.

Mal posso esperar pra vasculhar cada cantinho da cidade, curtir muito a companhia do mon amour e ter alguns dias – mais do que merecidos – de descanso. E assim como fiz na época da Luminosidade e na época de Florianópolis, faço um post resumão aqui de toda a viagem depois!

O mais bacana é que como conheci muita gente que foi pra lá, já to cheia de referências de lugares pra conhecer. To fazendo uma lista com tudo que captei e tudo que achei na internet pra não ter erro. Mas olha, em situações assim eu super me permito não seguir tudo à risca. Até porque é legal ter alguns pontos de referência bacanas pra conhecer, mas o gostinho de se jogar no desconhecido e em lugares “inexplorados” é tão mais gostoso!

Mas antes mesmo de pegar estrada (e o motivo real desse post), uma coisa me deixou meio paranóica: fazer mala.

Eu até que não tenho muita preguiça pra fazer mala (desfazer é o grande problema), mas sempre rolam sérias dúvidas do que devo ou não levar. Até porque em Mogi a temperatura vai estar em torno dos 40º (omfg!) e em Monte Verde, onde já olhei o climatempo, chegaremos até os 13º (iupi!). Agora me diz, como fazer uma mala assim?!

Daí que xeretando pela internet achei esse post incrível da Oficina de Estilo! Tudo bem que no meu caso as coisas tão meio que ao contrário, já que a lista das meninas é pra uma viagem de aproximadamente 15 dias e em um lugar quente, e eu estarei quatro dias e (por mais tempo) em um lugar frio. mas a lista pode até não ter valido pra mim, mas vai que serve super pra alguém que esteja lendo esse texto aqui? Então decidi vir compartilhar :)

Na verdade, o que eu mais gostei do texto e que fez uma diferença enorme na hora de fazer a minha mala (está fazendo, na verdade, porque ainda to aqui montando haha) foram as dicas finais. Acho super válidas! E eu sempre to indo de lá pra cá nos feriados já que moro em Bauru, mas minha família em outra cidade, então fica de lição pra vida e pra toda nova mala que eu for montar.

Agora vou pra lá terminar toda a organização que logo mais é hora de pegar estrada. Quem aí vai me desejar boa viagem? ;)

Foster the people – Pumped up Kicks (Música pra estrada)

Nem só de entretenimento vivem os games

Esse não é um review sobre jogos, que isso fique bem claro. Sim, eu amo jogar, mas diferente do namorado (aka @dieguitoo) meu repertório de jogos não é lá muito vasto e não tenho muita base – nem jogos zerados o suficiente :P – pra falar com propriedade sobre o assunto.

Foi por causa do Diego, inclusive, e desse amor incondicional dele por jogos, que eu comecei a entender muito mais sobre games. Do tipo passar tardes e mais tardes jogando wii com ele e a turma de amigos ou sentar na frente do PS3 e descobrir o jogo mais incrível-foda-real que eu já vi: Heavy Rain. E nem vamos contar as noites insones jogando Left 4 dead 2 (vejam bem, tenho uma conta no steam só por causa dele) ou da minha fixação por Bejeweled, porque aí eu vou ter um sério problema pra calcular quanto tempo eu já ~perdi~ da minha vida. Mas foram esses jogos e muitos outros, além das conversas com o Di, é claro, que me fizeram entender mais sobre cada história, cada personagem e cada detalhe do universo dos games. E aos pouquinhos foi ficando claro pra mim como, a cada dia que passa, essa indústria fica mais forte e conquista adultos, crianças e idosos quase que na mesma proporção. Porque, no fundo, esse papo de “video-game é coisa de criança” é uma das maiores balelas que eu já escutei na minha vida.

Caso você ainda tenha alguma dúvida, peço então que leia essa matéria. Pronto? Então, agora, vamos continuar.

Pode soar de uma pretensão sem fim pra quem acha que tudo se resume a apertar alguns botões, mas afora essa agilidade motora, posso te enumerar uma série de qualidades que tornam os games uma forma de entretenimento extremamente inteligente e perspicaz. Vejamos Heavy Rain, por exemplo. Dando de lavada em muita produção hollywoodiana por aí, o roteiro é extremamente bem feito, com uma história de suspense e drama que mexe com as nossas emoções de uma maneira louca. A questão não é acreditar, de fato, que você é o personagem principal. E sério, algum dia ainda quero que alguém me explique porque tá tudo bem ver um filme de ação com mil tiros, mortes e afins, mas o fato de você matar zumbis (!) em um video-game vai te transformar em um serial killer em potencial. “Ah, mas video-game é em primeira pessoa”. Com sinceridade? Se a pessoa acreditar que o mundo é pura ficção, e viver de fato isso, ela vai ser influenciada por qualquer coisa. Pode sim ser um jogo de video-game, mas pode também ser um filme, uma propaganda, um livro… Se querem culpar alguém, bom, as escolhas estão aí.

Mas como ia dizendo… tá longe de ser só emoção. Pra mim uma das características mais fortes – e inteligentes – de alguns jogos de video-game têm a ver com nosso poder de escolha. Sua decisão interfere no rumo da história. O caminho a ser seguido pode mudar o final de tudo.

Acho que, no fundo, você vira um pouco roteirista também e aprende uma lição que né, pra quem não entendeu nunca é tarde pra começar: todas as nossas escolhas tem consequências. Você pode ser o valentão que só pensa em si mesmo e quer que o mundo inteiro se exploda, mas garanto que em algum momento você vai precisar desesperadamente de todas aquelas pessoas que você deixou pelo caminho, e aí, bom, aí você vai ter que terminar o jogo pra entender que sim, tudo volta. E nem precisa ser uma história épica a la “Heavy Rain” ou “The Walking Dead” pra provar que video-game é muito mais do que “aperta o botão X”. Nosso poder de dedução, perspicácia, rapidez e planejamento – e quem não quer ter tudo isso aprimorado?! – são elevados ao cubo quando se joga Portal. É irônico, é inteligente e deixa no chinelo muito teste lógico por aí.

E como toda indústria de entretenimento, é ótimo que nos faça aprender, que nos faça querer lutar, – e aprender algo novo e torcer pra que as nossas escolhas tenham o resultado esperado e, claro, também saber continuar quando a resposta não for tão positiva assim – mas também é bom que nos emocione, que nos dê um tesão gigantesco e que nos faça querer jogar aquele jogo simplesmente porque é bom. E, céus, como é bom ter um pouco de diversão misturada a tantas outras qualidades positivas.

Ninguém precisa jogar nada pra ser mais inteligente. A gente só precisa – e deve – jogar pelo prazer. As consequências, bom, jogue e você verá por si mesmo.

Ps: Não falei de “Limbo” no texto, mas tá recomendadíssimo também :)

Um céu mais azul

Há pouco mais de três meses eu comentei aqui que havia ganhado um presente lindo de final de ano. E há pouco mais de dois meses esse presente virou realidade.

Não sei se isso funciona do mesmo jeito pra todo mundo, mas na minha vida eu tenho sonhos profissionais tão grandes e importantes quanto os sonhos pessoais. E foi justamente no primeiro que eu fui presenteada em 2012.

Comecei a trabalhar na editora Alto Astral, na minha cidade tão querida que é Bauru. Melhor do que poder trabalhar na área que há quatro anos venho estudando e na profissão que eu tenho certeza absoluta de ter escolhido, é trabalhar com gente tão legal, tão querida, gente tão inteligente e que me faz aprender todo dia um pouquinho mais.

Como eu trabalho na área de segmentos, estagio na produção de várias revistas, o que me dá uma visão ainda maior de mercado e de como as revistas são tão importante na vida das pessoas. É assombroso ver o feedback que vem disso, dessa certeza de que você fez a diferença na vida de alguém. É motivador, acima de tudo. Mais bacana ainda é que faz alguns dias nossa equipe foi dividida em duas frentes, e eu e a Vivi (que tem se mostrado muito mais do que uma “simples” companheira de trabalho, mas também uma amiga mega querida), ficamos responsáveis pela parte de moda, beleza e comportamento. Apesar de todo mundo da equipe se ajudar o tempo todo, to adorando poder me dedicar a áreas que eu tenho um apreço ainda maior, que espero me especializar e levar pra minha vida.

É difícil explicar como é bom poder ter aula de mercado financeiro, poder entender como funciona a relação com as leitoras, poder fazer uma matéria que depois você vê impressa e dá até vontade de chorar. Ver um filho nascendo a cada revista que você fez e que chega na sua mão, com seu nome no expediente.

E nessas últimas semanas parece que a vida pessoal resolveu não ficar de lado e me presenteou com uma viagem com o namorado que há tempos venho sonhando. Mesmo que seja só no final do ano já que as reservas do hotel estão esgotadas até outubro (!), é bom sentir que me apaixono todo dia um pouco mais pelo Diego, saber que eu tenho meu melhor amigo e namorado na mesma pessoa. Saber que achei alguém que é tão bom e gentil comigo e que eu amo de uma forma sem explicação.

E como é bom poder planejar essas viagens, programar qual será a próxima cafeteria a ser conhecida no final de semana, programar coisas bobas e pequenas do dia-a-dia que fazem tanta diferença.  É um amor todinho maiúsculo. Também no pacote de coisas boas que a vida me reservou nesses últimos dias, veio um mega presente profissional para o Diego, que a partir da semana que vem também vai virar realidade.  =)

E ainda teve o show do Roger Waters (que espero virar post aqui), teve nosso dia de esportes radicais em Brotas, teve gente querida que a cada dia que passa têm se tornado ainda mais importante na minha vida.

É como sentir que, de repente, o céu é um pouco mais azul.

Sobre pequenos momentos

Cada vez me convenço mais e mais que pequenos momentos fazem toda a diferença no dia.

É como quando você sai do banho, depois de ter lavado a cabeça, e fica aquele cheirinho gostoso no cabelo, que dura por horas. Porque você dispensa o uso do secador ou qualquer outro método secante, e simplesmente deixa que o tempo e o ar fresco faça todo o serviço. Você senta na cama, entre os cobertores, almofadas ou qualquer coisinha macia que esteja ao alcance, e abre a última página em que parou daquele livro, aquele livro que está sendo tão bom de ler. Segundos depois você escuta o barulho do microondas apitando, avisando que seu capuccino, que sim, é tão bom quanto o que você toma no Copacabana – apesar de faltar as margaridinhas em cima da mesa ou a vista do jardim – ficou pronto. E vai buscar aquele copinho milagroso, quente e macio (sim, uso macio como qualidade pra bebidas) pra te acompanhar na leitura.

Depois de um tempo vocês dispensa o livro, e assisti mais um episódio de Gilmore Girls ou Grey’s Anatomy, dependendo da ocasião, e espera que ele chegue pra te dar um beijo e um abraço.

Você também pode escolher sair por aí e ficar horas na livraria, deixando o vendedor tonto de tantos livros que você vai olhar o preço – e dependendo do resultado voltar triste ou feliz – ou ainda ir nas estantes de DVD, e tentar achar mais um pra sua coleção de clássicos – que ainda é pequena, mas aos poucos está crescendo.

Há ainda a opção de ir na feirinha do Vitória Régia, e torcer pra que o B de Brigadeiro ainda esteja lá e que você consiga experimentar um novo cupcake. Colorido e delicioso.

Você pode simplesmente ficar deitada quietinha na cama, enquanto conversa com ele sobre alguma coisa que aconteceu no trabalho, sobre algo que leu na internet ou simplesmente sobre qualquer besteirinha ou coisa boba que você esteja a fim de compartilhar.

Você pode gastar horas na frente do computador, e nem se dar conta disso, porque descobriu um blog incrível e decidiu ler o arquivo inteiro dele. Ou ficar na frente do videogame, achando o máximo o fato de finalmente ter conseguido cinco estrelas naquela música tão difícil do Guitar Hero.

Você volta do trabalho e simplesmente se joga na cama, pra dali há cinco minutos levantar e começar as suas matérias, e descobrir feliz da vida que aquela pauta que te pareceu tão chata num primeiro momento, ta sendo incrível de pesquisar.

Você adora o fato dele cozinhar, assim como adora ir fazer compras no supermercado com ele, antes do jantar.

E, principalmente, adora o fato de ter tantos pequenos grandes momentos recheando seu dia, sua vida e te dando felicidade.

Fotos do meu Instagram que representam um pouco de tudo isso.

Hugberries

Quando comecei a namorar o Diego, no dia 17 de maio de 2009, mal podia imaginar como seria minha vida dali pra frente. Mal podia imaginar como seria tão mais feliz dali pra frente. E poderia imaginar menos ainda que ao invés de uma pessoa especial eu acabaria ganhando duas pessoas especiais em minha vida.

Tudo começou quando o Diego veio com um papo de “preciso te apresentar a Babi”.
Vou ser grata pra sempre por essa conversa, porque depois disso – e das maravilhas do gtalk – eu tinha alguém com quem conversar as coisas mais bacanas do mundo. Daquelas conversas fáceis, simples, que você tem com amigos de longa data. Simples assim, afinal amizade é uma coisa simples pra Bárbara Carneiro. Quando você menos espera… pronto, a Babi já invadiu sua vida. =)

Aí que foram meses tentando combinar algum programa em que eu, Diego, Babi e o Caio – seu namorado -pudéssemos nos reunir. São Paulo? Bem que nós planejamos, mas os dias foram passando e nada de ir pra capital visitar os dois… até que em setembro a Babi veio com a notícia: feriado delícia em Bauru para nós quatro.

E começaram os preparativos…

Conversas de e-mails, trocas de telefone, endereço, explicações do lugar, da programação, enfim, toda aquela pré ansiedade de datas especiais.

E o feriado chegou e tudo foi mil vezes melhor do que poderíamos esperar!

No sábado de manhã eles chegaram por volta das 11 horas aqui na Foca. Meu primeiro contato com o Caio – com quem até então só tinha conversado por e-mail – e as primeiras palavras trocadas com a Babi rolaram numa boa. Cinco minutinhos iniciais em que você tem uma vontade louca de sair correndo pra abraçar e contar como está feliz por terem chego, mas que também vêm acompanhados daquela timidez inicial de quem não sabe bem o que fazer… Mas foram só os minutinhos iniciais mesmo! Do jeito que veio, foi. Afinal aquela era a pessoa com quem eu, quase religiosamente, vinha conversando todos os dias há meses, fazendo confidências, dando risada, compartilhando mundos… E com o Caio, bom, eu já podia imaginar quão bacana ele podia ser por tudo que a Babi já havia dito.

Fomos almoçar no Maravilha, uma churrascaria ótima daqui de Bauru. Almoço de trocas de experiências uspianasXunespianas. Dúvidas sobre os cursos, os prédios, professores… papos acadêmicos regados à carne. E aproveitando o embalo do almoço os levamos pra conhecer a UNESP daqui.

Fato curioso: Mostrar a UNESP para alguém que nunca esteve aqui me fez ver que, definitivamente, não conhecia vários lugares de lá. Tirando o percurso FAAC- biblioteca- cantina, gente, me senti em outra faculdade! E realmente… aula na engenharia é outro mundo haha.

O sábado foi no maior estilo revistas, games e muitas, muitas músicas. Youtube não parou um segundo com aquela nossa história de ‘mas você já escutou essa?’. O café da tarde foi no Copabacana – onde eu me sinto a Holly Golightly em Bonequinha de Luxo haha – e a pizza do final do dia no Tauste. Eu sei, somos gordos. Mas a comida veio acompanhada de muita conversa.

É tão bom, mas tão bom poder conversar sobre assuntos sérios-engraçados-aleatórios tudo junto&misturado, e ser uma coisa tão simples e bacana. É aquilo de sermos abençoados por termos amigos, por podermos ter papos cabeças ou primaveris em uma mesma rodada de perguntas e todo mundo sair feliz. Com a mente à toda, o coração batendo forte e… a barriga cheia também, claro! :p

O domingo foi especial porque havíamos combinado o piquenique há muito tempo, então rolava toda uma expectativa se realmente o tempo iria vingar. E agradeço a quem quer que seja o responsável, mas o fato é que ele vingou e pudemos ir aproveitar as maravilhas do Vitória Régia.

Grama verdinha, dia claro,sol com aquele ventinho gelado, céu azul, azul.

De cara achamos uma barraquinha linda onde eu e a Babi compramos cupcakes divinos – na aparência e no sabor – e depois procuramos um lugar mais calmo pra estender nossa toalha. Ver os cachorros correndo ao longe, as crianças brincando e os ipês mais roxos do que nunca. E ainda bem que as lentes do Caio e da Babi registaram o momento.

Domingo ainda teve games, papos sobre blogs de moda com a Babi, final do vôlei masculino – Cuba e toda sua tensão – o fimlinho de “A fita Branca” e um brigadeiro com morangos e uvas.

O que fica deveras desse final de semana são as fotos, as recordações, o autógrafo de “Viva a Paulinha” do Ziraldo que eles me deram, mas, e principalmente, os bons momentos. Os momentos únicos que a gente tem de vez em quando na vida da gente e que ficam de lembrança e história pra lembrar depois.

Sentimentos ficam.

Os créditos das fotos são da Babi e tem um post lindo, lindo no blog dela falando sobre o final de semana e a playlist que rolou.

Ah, pra quem gostou do cupcake eles tem blog! O B de Brigadeiro. ;)

E espero que logo venha um outro post sobre a a visita que queremos fazer para eles na capital.

E, por fim, um bom feriado para todos!