Cheiro de chuva

Foram 63 dias sem chuva! Sessente e três!
No mês passado a prefeitura já tinha divulgado que a cidade estava em clima de alerta por causa da umidade do ar, ou melhor, da falta dela. Bauru chegou a bater a porcentagem alarmante de 18%, quando pela escala da OMS (Organização Mundial da Saúde) valores abaixo de 30% já são preocupantes. Mas os números, mesmo que bem visíveis, não precisavam aparecer com toda essa pompa pra mostrar o que eu já tava sentindo na pele, na irritação dos olhos, nesse cansaço que fazia o corpo até doer e nesse sol que achava escaldante uma palavra muito bobinha pra ele ser chamado.
Hoje, depois de 63 dias sem ver uma gota de chuva pela janela, o dia amanheceu cinza e com um vento que me fez protagonizar a cena de Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado” na frente da editora. Hoje, depois de 63 dias a gente escutou os primeiros pingos de chuva lá fora e todo mundo correu nas janelas da redação pra ver uma coisa que parece tão bobinha, tão parte do nosso dia a dia, mas que depois de tanto tempo sem acontecer faz a gente pensar em como é importante, em como faz um bem danado pra pele, pra alma, pra vida.
A redação parou pra bater palma, mas merecia bem uma festa, ainda mais por vir acompanhada daquele cheirinho que há tantos dias tinha desaparecido, e que logo invadiu a sala e fez todo mundo trabalhar muito mais feliz.
Foram 63 longos dias, mas a chuva chegou. E foi lindo.

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No mundo encantado da Disney

E tudo sempre começava com um “Era uma vez” e terminava com um “Felizes para sempre”.

E quer saber? Eu acredito com toda força no “felizes pra sempre”! Essa frase carrega muito mais um desejo de fazer as coisas darem certo, uma vontade de fazer da sua história algo cheio de coisas boas, apesar dos obstáculos, apesar dos choros, apesar dos problemas que well, a vida tem, do que qualquer outro sentido literal. Tem muito mais a ver com encontrar seu lugar no mundo, encontrar uma profissão que te faça feliz, encontrar alguém pra compartilhar a vida e chamar de príncipe encantado (e eu encontrei o meu), encontrar beleza nas coisas e conseguir construir sua história com doçura, acreditando que todo mundo tem direito ao seu final feliz. Mesmo que ele não venha com um castelo, uma coroa e uma bruxa má pra dar um gostinho de aventura – e olha que eu posso fazer milhares de paralelos dessas coisas com o mundo real.

O fato é que quando a gente atinge uma certa idade, parece que esquecemos um pouco de como é encantador poder sonhar com essas histórias, de como faz bem pra nossa vida de todo dia ter um pouquinho de mágica que ajude a troná-la melhor, mais bonita.

Semana passada, quando fui ao Alameda aqui de Bauru e visitei a exposição “Disney”, acho que resgatei um pouco da beleza desses contos-de-fada que vire e mexe a gente esquece. Sério, dava pra sonhar acordada com a réplica dos personagens, que iam do ratinho Mickey até os sete anões.

E nem é por ser meu conto-de-fada preferido (se bem que Peter Pan não perde em nada, hein), mas as réplicas da Bela e a Fera eram perfeitas. O vestido que a Bela usava era de um dourado que ofuscava a vista, e havia uma delicadeza tão grande nos traços esculpidos no rosto da fera que ficava impossível não lembrar com carinho da história. O detalhe mais lindo? Se você desse a volta no lugar em que eles estavam expostos, havia uma rosa linda na mão da fera, que ele segurava com a mão escondida atrás de si.

A casa do Mickey era uma fofura. Na foto não dá pra ver todos os detalhes, mas o trabalho em miniatura dos objetos era muito preciso e apesar de não ter foto havia uma réplica bem linda do próprio.

Tincker Bell sempre foi um dos meus personagens mais queridos, mas foi a única que achei que a réplica não passava toda a emoção que a sininho de verdade tinha. (Ou vai ver que a sininho da minha cabeça não tem muito a ver com a sininho de verdade).

Pergunta rápida! (e não vale consulta): Quais são os sete anões?

E aí que lá havia uma infinidade de personagens que fizeram parte da minha infância. Quantas vezes eu não li alguma história sobre eles, quantas vezes eu não vi algum filme, quantas vezes eu não quis fazer parte – nem que fosse um pouquinho – daquelas histórias? Muitas, muitas vezes, mas well, no fundo o importante mesmo é trazer um pouquinho delas pra gente e fazer com que todos os nossos dias comecem com um “Era uma vez” e terminem com um “Foram felizes para sempre”.