Incrivelmente bárbaro

Esse ano cá estou em Mogi Mirim, terra natal no namorado, pra aguardar a chegada de 2013.  Eu, ele e alguns amigos decidimos fazer então uma festinha com tudo aquilo que a gente ama: comidas gordinhas, jogos de tabuleiro, videogame e muitas risadas. Tudo pra comemorar a chegada desse novo ano. E a gente tem muito o que comemorar mesmo. Aconteceram coisas ótimas em 2012 (algumas também não saíram dentro do planejado, mas nada que 365 novos dias não nos deem força pra correr atrás e alcançar) e tenho certeza que 2013 tá no caminho pra ser um ano ainda mais especial. Amanhã, com calma e em um exercício profundo de juntar todas as minhas anotações espalhadas pelos bloquinhos da bolsa, vou fazer minhas tradicional lista de metas. Aquela mais íntima, com meus desejos mais difíceis e que só eu entendo, e aquela mais geral, que vai sendo trabalhada ao longo do ano todo.

Antes delas, porém, quero desejar uma noite incrível pra todos nós! Um noite rodeada de pessoas que amamos, dando assim um gostinho de como 2013 vai ser incrivelmente bárbaro.

inin

E até ano que vem ;)

Bisous

Ps: esse foi o post de nº 100 do blog <3

Dois anos depois

Logo no primeiro dia de dezembro eu e Diego fomos visitar uma amiga muito querida – aka Babi – e o Caio, seu namorado, em São Paulo. A visita tinha um motivo especial: em 2013 a Babi embarca para Santa Fé, Argentina, onde vai ficar por longos seis meses. Além da despedida e do abraço apertado que queríamos dar nela, já fazia dois anos desde que nós quatro havíamos nos reunido. Naquela época os dois vieram pra Bauru, então nada mais justo do que agora eu e Diego irmos visitá-los. E de quebra aproveitamos o passeio pra ir em diversos lugares legais – e finalmente levar o Di pra conhecer a Paulista, o que era uma vontade de muito tempo. Explico: desde que fiquei um tempinho em SP, me apaixonei perdidamente pela Paulista. Talvez um dia ainda faça um post explicando o porquê disso, mas em linhas gerais eu amo a mistura – de tipos, construções, idades e cores – que se encontram tudo-ao-mesmo-tempo-agora por lá. E quando tem lugares que eu gosto assim, de um jeito tão visceral, tenho vontade que outras pessoas que eu gosto também o conheçam. E pra mim a Paulista e Santo Antônio de Lisboa, em Florianópolis, são locais assim.
Espero, aliás, que esse segundo eu também tenha um dia a oportunidade de mostrar para o Diego.

Fomos no sábado de manhãzinha (manhãzinha mesmo, tipo cinco da matina e a gente já tava no ônibus) e nossos primeiro destino foi o apartamento do Caio, onde ficamos hospedados. Como por email nós já havíamos combinado mais ou menos o roteiro, partimos direto pra Paulista onde fomos caminhando até chegar na Augusta. Lá, em um restaurante vegetariano muito simpático, o Apfel, almoçamos e já colocamos boa parte da conversa em dia. Tudo bem que a gente sempre se comunica por facebook, gtalk e afins, mas como eu já disse aqui fazia dois anos desde que nos reunimos todos, então imaginem o tanto de assunto!

Fomos para a Livraria Cultura logo em seguida e olha, só confirmei algo que já batucava dentro de mim: eu poderia morar dentro daquele lugar. Amo a disposição dos livros, amo o espaço giga que tem pra gente sentar e ler o que quiser, amo o tanto de livros e revistas nada fáceis de achar, mas que lá a gente acaba sempre encontrando algum exemplar. Enfim, a Livraria Cultura é minha segunda casa.

Depois dessa parada fizemos ainda uma longa caminhada – com direito a uma rápida passagem pela lojinha da Lomography que claro eu me apaixonei perdidamente –, mas que tinha um destino certo: o MIS. Eu não conhecia o museu ainda, mas como os paulistanos gostavam bastante de lá e as exposições que tavam rolando super interessavam a mim e ao Diego nem precisou muita cerimônia pra colocar o museu no roteiro.

A primeira das exposições que vimos foi o “Projeto Keep Walking”, onde vários artistas prestaram sua homenagem a Madonna – que tava no Brasil fazendo shows –, através de pinturas. Essa exposição rolou até dia 16 de dezembro e ficava logo na entrada do MIS. Algumas das obras faziam referências claras à músicas e a própria imagem da Madonna, enquanto outras já pediam um pouquinho mais de paciência da gente pra tentar entender qual foi a sua inspiração.

A segunda exposição foi a “Arte e Cinema pelos pôsteres”. De um lado, os pôsteres  originais de filmes clássicos como Lolita, Laranja Mecânica e Jules e Jim e, do outro lado, releituras desses mesmos pôsteres. Como eu gosto pouco de cinema (só que não), fica legal ver as ideias e pequenos detalhes que deram origem pra cada releitura. Alguns pôsteres relembraram cenas famosas do filme e alguns criaram imagens mega minimalistas, mas que mesmo sozinhas representavam muito bem aquela história. Pra quem se interessar, essa exposição ainda tá rolando! Ela é gratuita e fica no MIS até 13 de janeiro de 2013.

A última, porém mais legal das três exposições, foi a “Brazilian International Game Festival”, ou a BIG, de forma abreviada e mais bonitinha de se chamar. Nem preciso dizer que o namorado quase teve um surto de tanta felicidade lá no meio, mas até pra nós três que não somos tão imersos quanto ele no mundo dos games, a BIG foi uma baita surpresa positiva. A exposição queria mostrar o trabalho de diversos games independentes que deram de lavada em muita produção giga por aí. E não dá pra concordar menos! Apesar da gente não ter participado das palestras e oficinas que rolaram sobre o assunto (elas já tinham sido em um outro dia), todos os games estavam lá ligados pra gente jogar o tempo que quisesse. Eram MUITOS jogos, sendo um mais divertido do que o outro. E todo mundo tá de prova que, mesmo depois de eu ter gasto o maior tempo jogando vários, o segurança ainda não tinha saído daquele que eu mais queria jogar!

Depois do MIS já tava começando a escurecer e como nós tínhamos combinado uma noite mais calminha no apartamento do Caio, pegamos um ônibus, fizemos uma rápida parada no McDonald’s e rumamos pro ap. Durante a noite jogamos desde “Eu garanto” até o  jogo dos Bastardos Inglórios – que por falta de nome fica sendo chamado assim mesmo.

Domingo de manhã foi dia de conhecer a Liberdade. Eu nunca tinha ido até lá, apesar de já ter lido sobre o bairro. Fiquei encantada! Tem que ter uma certa paciência pra andar por alguns lugares e enfrentar a multidão que vai se formando, mas a arquitetura, as lojinhas e toda aquela história que a gente já conhece do lugar, mas que quando vê ao vivo e a cores assim dá uma alegria difícil de explicar, fizeram valer cada minuto. Além de um jardim lindo de morrer que visitamos, conheci a Fancy Goods e oh lord, dá vontade de levar absolutamente tudo embora! Sabe aqueles itens de papelaria que você compra e sabe que depois vai morrer de dó de usar? Hahaha É bem por aí. Arrematei uma borrachinha de gatinho que é pura fofura, uma caderninho de “Keep calm and carry on”, uma cartela de adesivos e um post-it (sou viciada neles) de pinguim. Beijo pro Diego que me deu tudo de presente.

Almoçamos no Kohii, um restaurante que tem como proposta fazer o encontro do Brasil com o Japão. E eles conseguem! O restaurante tem uma decoração incrível com objetos, araras de roupas e diversas revistas brasileiras e japonesas. Essa parte de revistas, em especial, é muito legal. São vários sofás espalhados e se você quiser tomar só um café e ficar ali lendo, pode sentir-se à vontade. As paredes são forradas com jornais dos dois países e o cardápio, é claro, também faz uma mistura gastronômica bem legal.

Ainda passeamos por diversas lojas do bairro – inclusive em um sebo onde achei uma edição de “Lolita” que me acompanhou na viagem de volta – e depois fomos para o apartamento porque já tava na hora de arrumar as coisas pra voltar pra cidade lanche. Demos um último abraço apertado no Caio e na Babi e voltamos pra Bauru com a esperança certeza de que não esperaremos mais dois anos pra nos reunir.

  • Tirando as fotos de Instagram que são minhas, as outras são todas da Babi – essa gênia da fotografia. Deixei bem marcadinho quais são de Instagram porque né, as fotos da Bá se sentiriam ofendidas. Pra quem (até parece que não) se apaixonou pelas fotos dela, Babi tem uma lojinha online, a Mouton. Se ainda não garantiu seu presente de Natal, tá aí a oportunidade!
  • Tem muitas mais fotos da viagem, mas que ainda não estão comigo. As que já estão vou colocar aqui embaixo, e quando as outras chegarem, faço um post só de fotos :)

1

instagram.com/paulinhav

instagram.com/paulinhav

4

5

babi caio

instagram.com/paulinhav

6

7

8

9

instagram.com/paulinhav

instagram.com/paulinhav

10

11

euebabi

instagram.com/paulinhav

12

diepaulinha 003a

diepaulinha 103a

Dezembro

Dezembro é aquele tipo de mês que ou você ama ou você odeia. E não dá pra fugir muito dessa regra porque dezembro tem todos os clichês, todos os sentimentalismos, todos os tipos de emblemas e representações que um mês pode ter. Do tipo ou você realmente embarca nesse espírito ou simplesmente ~atravessa~ dezembro, esperando com todas as forças que janeiro chegue logo.

tumblr_mbfhsaGEgo1rw9i2mo1_400_large

Eu sou e sempre fui do primeiro time e até hoje, toda vez que chega essa época do ano, fico me perguntando porque afinal eu amo tanto dezembro. Sabe quando a gente fica procurando uma resposta difícil de encontrar? Porque não dá pra dizer que existe uma única resposta pra isso. São muitas, na verdade.

Mas daí eu penso que eu amo dezembro porque adoro essas luzinhas de Natal, que podem ser douradas, multicoloridas ou branquinhas, mas que piscam infinitamente e deixam a cidade muito mais bonita. E claro que todo lugar tem seu exagero, tem umas casas que até assustam de tanto pisca-pisca que possuem, mas ah, até essas tem lá seu encanto, trazendo um pouquinho de brilho pras noites.

Eu amo esse clima de final de ano, amo que as pessoas conseguem transformar uma data específica do calendário em um momento importante pra todo mundo. O fato do ano mudar pode até não representar uma transformação palpável na sua vida, mas pode representar uma transformação muito mais interior, do tipo contrato que a gente faz com a gente mesmo e pensa “quero isso e vou correr atrás disso.”

tumblr_meqj104qUn1rc2doxo1_500_large

E dezembro pra mim é isso, é esse sentimento de que não importa quanto errado as coisas deram (ou não) até aqui, tem mais 365 dias pela frente pra você virar o jogo, pra você ser mais feliz do que triste, pra você aprender mais, estudar mais, ler, escrever, se divertir mais.

Eu gosto do clima de dezembro não porque soa como comercial de margarina, mas, exatamente ao contrário, é porque eu desejo ardentemente que não seja pura propaganda. Desejo – e acredito – que aqueles votos não são da boca pra fora, que as pessoas realmente se importam umas com as outras e que, afinal, dezembro tem o poder de despertar bons sentimentos na gente. E eu espero que eles perdurem por todos os outros meses do ano.

tumblr_med8sbc3xk1rliyy9o1_500_large

Eu amo dezembro porque eu amo dezembro. Amo porque tem um monte de festa e dá pra ver e rever um monte de gente querida. Eu amo dezembro porque eu faço listas de tudo que deu certo no ano que passou e de tudo que eu vou lutar pra acontecer no que virá. E amo dezembro, principalmente, porque acredito única e exclusivamente que dezembro só é tão mágico assim não por causa das suas datas, afinal datas sozinha não significam nada, mas porque as pessoas tornam dezembro um mês diferente de todos os outros. São elas que que deixam esses dias com uma carinha diferente, com um clima, uma vontade, um jeito só seu. Eu amo dezembro porque ele poderia ser um mês como qualquer outro, mas nós escolhemos fazê-lo especial.

A história – desconhecida – de uma foto

Eu conheço a Luciana há uns 15, 16 anos. O Carlos apareceu na minha vida bem mais tarde, lá pelos idos de 2005, na época em que aprendi que minha sala de oitava série cheia de rostos conhecidos e amigos unidos tinha acabado e que o tão temido Ensino Médio podia ser incrível e cruel na mesma medida.

Os dois sempre foram amigos muito próximos – não só de mim, mas também entre si -, mas assim como aconteceu com a maioria dos meus amigos daquela época a vida acabou nos levando pra destinos diferentes. A distância aumentou e a amizade também, mas nem por isso esqueci dos dois eu deixei de me comunicar com eles de alguma maneira. Facebook tá aí pra isso, né gente?

Mas há algumas semanas uma coisa no mínimo bizarra aconteceu. A Luciana me enviou uma foto no facebook que eu nunca tinha visto, preta e branca e datada de 1953.

Uma foto com três rostos desconhecidos.
148702_551780661514384_148895450_n
Três rapazes possivelmente amigos em uma foto de final de semana? Três caras que estudavam juntos e que tiveram uma foto batida assim aleatoriamente? As teorias são muitas, mas fico me perguntando se naquela época era tão comum assim bater fotografia a la vonté, ou se esse tipo de coisa ficava reservada apenas para ocasiões especiais. E reparem nos detalhes, no fundo da foto! É uma foto montada, ensaiada…

Mas o fato é que essa foto que completa 60 anos de vida agora em 2013 tem muito a ver comigo, mesmo que eu não soubesse disso antes de vê-la.

Essa foto fala um pouco sobre a minha vida, e sobre a vida da Lu e sobre a vida do Carlos.
Isso porque o homem da esquerda, sentado em cima do cavalinho é o avô da minha amiga. No centro, meu avô, em um dos únicos retratos onde tive a oportunidade de vê-lo tão jovem. Na ponta direita, para fechar o trio, o tio-avô do Carlos.

Como eu disse, não sabemos em que circunstância essa foto foi tirada, mas dos três, o único ainda vivo é meu avô, o único que talvez possa me explicar sobre essa coincidência maluca de 60 anos depois eu estar aqui vendo essa foto e localizando três famílias diferentes unidas em gerações diferentes.

No Natal, quando for para a casa dos meus pais festejar, pretendo levar a foto comigo e, quem sabe, descobrir um pouco mais sobre ela.

Pra mim nunca fez tanto sentido pensar em como esse mundo é pequeno.

Monte Verde: dias para nunca mais esquecer

Já faz duas semanas que voltei da viagem de Monte Verde, mas quando fecho os olhos nem preciso de muito esforço pra lembrar de cada segundo do passeio e de cada vista maravilhosa que tivemos por lá. Como tinha adiantado por aqui, eu tava mega animada pra essa viagem porque além de ser a minha primeira viagem com o Diego – nós fomos pra Brotas esse ano pra descer corredeira e se divertir à beça, mas foi bate e volta e não teve um gostinho tão especial quanto dessa vez – ainda ia ser para um lugar lindo e frio, o que já contribuiu em 90% da nossa ansiedade. Mas tanta demora e ansiedade valeu a pena. Valeu muito a pena!

Bem na entrada da cidade!

Monte Verde não á uma cidade, como eu pensava antes de ir para lá. Na verdade, o lugar é distrito de Camanducaia e fica bem depois da divisa de São Paulo com Minas Gerais. Aliás, a gente fez a maior festinha no carro quando cruzamos a fronteira do estado, porque por mais besta que possa parecer uma simples “divisão imaginária”, os outros estados brasileiros são motivo de muita curiosidade pra mim. Em Florianópolis percebi como as coisas funcionavam tão diferente por lá do que eram aqui no território paulista e, em Monte Verde, todas as máximas da vida mineira se confirmaram ser verdade. Então quando atravessamos a divisa do estado fizemos uma pequena comemoração no carro e o Diego já virou na mesma hora para mim e disse “Tá sentindo o cheiro de queijo?”. This is my boy.

A estrada pra lá tem umas vistas assim, bem feinhas #soquenao

Quando você vai chegando perto do distrito começa a dar um friozinho na barriga. A estrada é de mão simples, cheia de curvas e já vai te presenteando com vistas maravilhosas! São muitas montanhas e vales e uma imensidão verde pra se perder de vista. As placas no caminho já mostram que o lugar é um ponto turístico muito conhecido: são tantas pousadas, chalés e hotéis que você fica até um pouco perdida.

E finalmente chegamos mesmo em Monte Verde!

Fiquei encantada pela arquitetura do lugar

Lá tem passeios de todos os tipos. A gente foi mais pra descansar e deixar o romantismo aflorar (haha) então fizemos coisas mais tranquilas como patinar no gelo e subir a Pedra Redonda. Primeiro: patinar no gelo é uma das coisas mais gostosas desse mundo! No começo eu tava toda apreensiva me segurando no namorado – que logo de cara saiu patinando como se tivesse feito isso desde a hora que nasceu – e pela quina da pista, mas não demorou muito pra eu ver que era fácil, fácil. Acredite em mim, se você já patinou alguma vez na vida, com patins normais mesmo eu digo, vai ser moleza se acostumar no gelo. Só sei que aquela meia hora que a gente achou que fosse demorar pra passar, passou tão rápido que fez a gente ficar com cara de quero mais ainda um tempão depois. E segundo: a Pedra Redonda é mais difícil do que eu imaginava pra subir, mas o esforço valeu super a pena. Eu adoro montanhas, adoro trilhas e me senti recompensada quando cheguei lá em cima. Foi chato por um lado porque tinha chovido mais cedo naquele dia e daí tinha uma neblina pavorosa que não deixava a gente enxergar um palmo na frente do nariz. Dava ainda mais medo porque ela ficava mais espessa a cada minuto que a gente ficava lá em cima e na hora de voltar rolou até um certo medinho de não conseguir ver o caminho, anyway, no final das contes deu certo.

O começo da trilha…

No topo!

No topo, com foto babona tirada pelo namorado e – reparem! – a neblina ao fundo

Mas isso é pouco perto de tudo que dá pra fazer por lá. Dá pra andar a cavalo (tinha cada potrinho que era a coisa mais linda desse mundo!), fazer rafting, passear de jipe pela montanha, fazer arborismo e mais 1416341 trilhas que levam para diferentes pontos da região. E, claro, passear e ver uma infinidade de lojinhas que vendem um pouco de tudo: desde roupas até móveis antigos, velas, lembrancinhas, chocolates, compotas… A lista vai longe!

As lojinhas são assim :)

Como gordita que sou, as comidas são sempre um capítulo à parte. E como comida mineira é boa! Ela tem um tempero muito peculiar e eu acho engraçado como eles amam essa coisa de fartura. O prato que pra eles era pra uma pessoa dava pra umas três Paulinhas, sem exagero. De restaurante eu recomendo o “Villa Amarela” que fica bem na entrada da cidade e que tem uma comida deliciosa e um preço ok. Achei legal que o lugar tem um barzinho bem agitado e que tem uma vista que dá pra ver uma parte da rua central do distrito e uma parte do jardim deles. Ainda na lista de indicações, incluo o “Ribas”, que é bem aconchegante e romântico e o “Trás os Montes”, que toca rock de todas as décadas e fica num ponto bem alto da cidade, proporcionando uma vista maravilhosa.

A compra dessa compota foi um pedido da @babimouton que, é claro, foi cumprido sem muito sacrifício

A vista do restaurante “Ribas” mostrando parte da rua central do distrito

Outro ponto alto da viagem foi o hotel. Ok, que a gente ficou muito mais tempo aproveitando a viagem e as belezas do distrito do que trancafiados dentro do quarto, mas não posso deixar de falar que amei o lugar, o atendimento, o serviço de quarto, o aconchego, enfim, tudo. E sério, acho mesmo que “café da manhã de hotel” podia ser um prato incluso no cardápio dos restaurantes, porque é bom demais! E vamos combinar que fica difícil não se esbaldar naquele café da manhã a)porque tem uma variedade de coisas que você não sabe nem por onde começar e b) a janela do nosso quarto dava para uma casinha onde eram feitos os pães do hotel. Mentalizem o cheiro que era aquilo logo ao acordar!! E ah, O hotel é o Green Village. Uma graça de lugar!

Meu cantinho de estudo no hotel. Sim, falei certo, estudo… Ossos do ofício.

A gente acordava, abria a janela e tinha um bosque cheio de esquilinho e um cheiro delicioso de pão caseiro

Temperatura <3

A única coisa que me deixou triste na viagem foi quando saímos da parte turística e fomos ver como era de fato o lugar em que os habitantes de Monte Verde moram. Me senti, de certa forma, mal pela situação. A população é extremamente pobre, as ruas não são asfaltadas e as casas são bem pequenas, com uma estrutura precária. Pra quem saía da parte turística e via essa parte da cidade era um choque – ou, pelo menos, deveria ser – difícil de explicar. Depois que voltei de lá tentei me informar mais sobre a situação e parece que mudanças no sentido de tornarem o lugar mais habitável já ocorrem há muitos anos, sem grandes avanços. Triste é o mínimo que posso dizer.

Da série: detalhes charmosos

E claro que Monte Verde não se contenta em ter montanhas e comidas caseiras deliciosas. Eles têm a sua própria fábrica de chocolate, que te deixa com a sensação de que qualquer outra barra ou bombom que você experimentar depois que sair de lá, vai soar fake da primeira à última mordida.

Há um carinho todo especial com cada bombom. É um trabalho artesanal tão bonito (e gostoso!) que você quer comprar um chocolate de cada tipo, cada sabor, cada forma. Dá pra se divertir e engordar bastante, eu diria.

Uma pequena amostra dos bombons de lá

E claro que a gente trouxe compotas (alô, doce de leite com maracujá),queijos, lembrancinhas, comprinhas (o suéter de poás aqui de baixo foi presente do namorado) e mais um monte de lembranças que vão ficar pra sempre com a gente. Seja em nossa mente ou em nosso coração.

E que venham muitas outras viagens!

O tal do suéter de poás e foto no espelho (tão anos 90)

Ps1: sim, a qualidade das fotos não ficou muito ok. Claro que eu lembrei de levar tudo, menos a máquina fotográfica que ficou em cima da cômoda. Daí o jeito foi apelar para a câmera do Iphone.

Ps2: hoje eu e o Diego fazemos três anos e meios de namoro. Nem três dias e meio, nem três meses e meio. TRÊS ANOS E MEIO. Obrigada, Di, por me fazer feliz há cada segundo de todo esse tempo.

Dear diary e novo destino

Tava aqui pensando e cheguei a conclusão que o In Wonderland é um espaço MUITO maluco. Eu escrevo praticamente tudo por aqui em forma de diarinho, mas de vez em quando decido fazer um post super inusitado, tipo contando do Clube ou de como games vão muito além do entretenimento. E já até cheguei a me arriscar com uns textos mais introspectivos! hahaha. Mas, no final das contas, o diarinho prevalece. E fico feliz de saber que tem gente que lê as coisas românticas/bobinhas/verdadeiras que escrevo por aqui, mesmo sendo todo esse caos de temas que é.

Desde que fiz um meme por aqui, bem no começo do ano, um pessoal começou a visitar mais o blog, a comentar e falar sobre algumas coisinhas que eu escrevo. E eu vou confessar que to achando tudo muito legal!

Eu sempre tento postar mais rapidamente, mas como isso daqui sempre foi e sempre vai ser meu “diário da internet” (tão anos 90 isso!), acho difícil mudar :(

Mas enfim, essa enrolação toda é pra dizer que sempre vou achar o máximo imaginar que minhas angústias, felicidades, pirações, textos e histórias chegam pra pessoas que eu nunca vi na vida e que provavelmente nunca verei e que, mesmo assim, tem uma pá de gente disposta a ser gentil, a rir junto comigo, a se surpreender com alguma história que eu também me surpreendi. Eu abri meu “diário” pras pessoas lerem e de repente me senti tocada ao perceber que as coisas ficam mais bonitas quando são compartilhadas.

Então, obrigada pra você que vem aqui (não me interessa se é uma pessoa ou mil) e me torna um tico mais feliz! Fico contente de receber um comentário, mas mesmo que isso não aconteça, tudo fica bem mais doce ao saber que alguém “perdeu” uns segundinhos por aqui.

O In Wonderland sempre vai ser um blog sem compromisso, um canto totalmente meu de desabafos, mas saber que há tanta gente que me entende, que se parece comigo ou até que é tão diferente de mim e por isso expressa alguma opinião que me faz pensar “nossa, mas será?” é o m-á-x-i-m-o!

Mas vamos ao que interessa e que nem tem nada a ver com esses comentários enfofados aí de cima. Hahaha.

Hoje pego estrada rumo a casa do namorado, que mora em Mogi Mirim (interior de SP) e de lá, na sexta de manhã, vou pra Monte Verde, em Minas Gerais. Eu nunca fui pra lá, mas já conheci muita gente que foi e amou! E como eu e o Diego estamos ensaiando uma viagem bem romântica e só nossa desde 2009, quando a gente começou a namorar, – e nunca dava certo principalmente porque um: tem que rolar um planejamento financeiro; dois: a gente não conseguia conciliar férias no trabalho ao mesmo tempo – finalmente ter a nossa viagem de sonhos é um presente de fim de ano indescritível.

Mal posso esperar pra vasculhar cada cantinho da cidade, curtir muito a companhia do mon amour e ter alguns dias – mais do que merecidos – de descanso. E assim como fiz na época da Luminosidade e na época de Florianópolis, faço um post resumão aqui de toda a viagem depois!

O mais bacana é que como conheci muita gente que foi pra lá, já to cheia de referências de lugares pra conhecer. To fazendo uma lista com tudo que captei e tudo que achei na internet pra não ter erro. Mas olha, em situações assim eu super me permito não seguir tudo à risca. Até porque é legal ter alguns pontos de referência bacanas pra conhecer, mas o gostinho de se jogar no desconhecido e em lugares “inexplorados” é tão mais gostoso!

Mas antes mesmo de pegar estrada (e o motivo real desse post), uma coisa me deixou meio paranóica: fazer mala.

Eu até que não tenho muita preguiça pra fazer mala (desfazer é o grande problema), mas sempre rolam sérias dúvidas do que devo ou não levar. Até porque em Mogi a temperatura vai estar em torno dos 40º (omfg!) e em Monte Verde, onde já olhei o climatempo, chegaremos até os 13º (iupi!). Agora me diz, como fazer uma mala assim?!

Daí que xeretando pela internet achei esse post incrível da Oficina de Estilo! Tudo bem que no meu caso as coisas tão meio que ao contrário, já que a lista das meninas é pra uma viagem de aproximadamente 15 dias e em um lugar quente, e eu estarei quatro dias e (por mais tempo) em um lugar frio. mas a lista pode até não ter valido pra mim, mas vai que serve super pra alguém que esteja lendo esse texto aqui? Então decidi vir compartilhar :)

Na verdade, o que eu mais gostei do texto e que fez uma diferença enorme na hora de fazer a minha mala (está fazendo, na verdade, porque ainda to aqui montando haha) foram as dicas finais. Acho super válidas! E eu sempre to indo de lá pra cá nos feriados já que moro em Bauru, mas minha família em outra cidade, então fica de lição pra vida e pra toda nova mala que eu for montar.

Agora vou pra lá terminar toda a organização que logo mais é hora de pegar estrada. Quem aí vai me desejar boa viagem? ;)

Foster the people – Pumped up Kicks (Música pra estrada)

Nem só de entretenimento vivem os games

Esse não é um review sobre jogos, que isso fique bem claro. Sim, eu amo jogar, mas diferente do namorado (aka @dieguitoo) meu repertório de jogos não é lá muito vasto e não tenho muita base – nem jogos zerados o suficiente :P – pra falar com propriedade sobre o assunto.

Foi por causa do Diego, inclusive, e desse amor incondicional dele por jogos, que eu comecei a entender muito mais sobre games. Do tipo passar tardes e mais tardes jogando wii com ele e a turma de amigos ou sentar na frente do PS3 e descobrir o jogo mais incrível-foda-real que eu já vi: Heavy Rain. E nem vamos contar as noites insones jogando Left 4 dead 2 (vejam bem, tenho uma conta no steam só por causa dele) ou da minha fixação por Bejeweled, porque aí eu vou ter um sério problema pra calcular quanto tempo eu já ~perdi~ da minha vida. Mas foram esses jogos e muitos outros, além das conversas com o Di, é claro, que me fizeram entender mais sobre cada história, cada personagem e cada detalhe do universo dos games. E aos pouquinhos foi ficando claro pra mim como, a cada dia que passa, essa indústria fica mais forte e conquista adultos, crianças e idosos quase que na mesma proporção. Porque, no fundo, esse papo de “video-game é coisa de criança” é uma das maiores balelas que eu já escutei na minha vida.

Caso você ainda tenha alguma dúvida, peço então que leia essa matéria. Pronto? Então, agora, vamos continuar.

Pode soar de uma pretensão sem fim pra quem acha que tudo se resume a apertar alguns botões, mas afora essa agilidade motora, posso te enumerar uma série de qualidades que tornam os games uma forma de entretenimento extremamente inteligente e perspicaz. Vejamos Heavy Rain, por exemplo. Dando de lavada em muita produção hollywoodiana por aí, o roteiro é extremamente bem feito, com uma história de suspense e drama que mexe com as nossas emoções de uma maneira louca. A questão não é acreditar, de fato, que você é o personagem principal. E sério, algum dia ainda quero que alguém me explique porque tá tudo bem ver um filme de ação com mil tiros, mortes e afins, mas o fato de você matar zumbis (!) em um video-game vai te transformar em um serial killer em potencial. “Ah, mas video-game é em primeira pessoa”. Com sinceridade? Se a pessoa acreditar que o mundo é pura ficção, e viver de fato isso, ela vai ser influenciada por qualquer coisa. Pode sim ser um jogo de video-game, mas pode também ser um filme, uma propaganda, um livro… Se querem culpar alguém, bom, as escolhas estão aí.

Mas como ia dizendo… tá longe de ser só emoção. Pra mim uma das características mais fortes – e inteligentes – de alguns jogos de video-game têm a ver com nosso poder de escolha. Sua decisão interfere no rumo da história. O caminho a ser seguido pode mudar o final de tudo.

Acho que, no fundo, você vira um pouco roteirista também e aprende uma lição que né, pra quem não entendeu nunca é tarde pra começar: todas as nossas escolhas tem consequências. Você pode ser o valentão que só pensa em si mesmo e quer que o mundo inteiro se exploda, mas garanto que em algum momento você vai precisar desesperadamente de todas aquelas pessoas que você deixou pelo caminho, e aí, bom, aí você vai ter que terminar o jogo pra entender que sim, tudo volta. E nem precisa ser uma história épica a la “Heavy Rain” ou “The Walking Dead” pra provar que video-game é muito mais do que “aperta o botão X”. Nosso poder de dedução, perspicácia, rapidez e planejamento – e quem não quer ter tudo isso aprimorado?! – são elevados ao cubo quando se joga Portal. É irônico, é inteligente e deixa no chinelo muito teste lógico por aí.

E como toda indústria de entretenimento, é ótimo que nos faça aprender, que nos faça querer lutar, – e aprender algo novo e torcer pra que as nossas escolhas tenham o resultado esperado e, claro, também saber continuar quando a resposta não for tão positiva assim – mas também é bom que nos emocione, que nos dê um tesão gigantesco e que nos faça querer jogar aquele jogo simplesmente porque é bom. E, céus, como é bom ter um pouco de diversão misturada a tantas outras qualidades positivas.

Ninguém precisa jogar nada pra ser mais inteligente. A gente só precisa – e deve – jogar pelo prazer. As consequências, bom, jogue e você verá por si mesmo.

Ps: Não falei de “Limbo” no texto, mas tá recomendadíssimo também :)