Cheiro de chuva

Foram 63 dias sem chuva! Sessente e três!
No mês passado a prefeitura já tinha divulgado que a cidade estava em clima de alerta por causa da umidade do ar, ou melhor, da falta dela. Bauru chegou a bater a porcentagem alarmante de 18%, quando pela escala da OMS (Organização Mundial da Saúde) valores abaixo de 30% já são preocupantes. Mas os números, mesmo que bem visíveis, não precisavam aparecer com toda essa pompa pra mostrar o que eu já tava sentindo na pele, na irritação dos olhos, nesse cansaço que fazia o corpo até doer e nesse sol que achava escaldante uma palavra muito bobinha pra ele ser chamado.
Hoje, depois de 63 dias sem ver uma gota de chuva pela janela, o dia amanheceu cinza e com um vento que me fez protagonizar a cena de Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado” na frente da editora. Hoje, depois de 63 dias a gente escutou os primeiros pingos de chuva lá fora e todo mundo correu nas janelas da redação pra ver uma coisa que parece tão bobinha, tão parte do nosso dia a dia, mas que depois de tanto tempo sem acontecer faz a gente pensar em como é importante, em como faz um bem danado pra pele, pra alma, pra vida.
A redação parou pra bater palma, mas merecia bem uma festa, ainda mais por vir acompanhada daquele cheirinho que há tantos dias tinha desaparecido, e que logo invadiu a sala e fez todo mundo trabalhar muito mais feliz.
Foram 63 longos dias, mas a chuva chegou. E foi lindo.

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