Que hoje eu passei batom vermelho

Sábado entreguei meu último trabalho, assisti minha última aula e quase mandei um último beijo pra faculdade, não faltasse ainda um longo ano de 2012 pra tudo terminar. De qualquer forma minhas férias de 2011 chegaram, apesar de serem só na faculdade já que o ritmo de pesquisas, trabalho e textos prometem aumentar muito por aqui. Enquanto isso, filmes, livros e músicas vêm pra me confortar e pra me dar mais força pra esse começo de dezembro. E que ele venha poderoso pra fazer jus ao mês mais incrível do ano.

Comecei já no sábado a cumprir minha meta das férias que é ver um filme por dia, ou mais, até os votos de Feliz Ano Novo no dia 31. Pode ser besteira, mas desde que comecei a registrar meus filmes no filmow, fazer minhas listas mais organizadas no listography e levar o “1001 filmes para ver antes de morrer” que ganhei do Di a sério, comecei essa coisa louca de ver tantos filmes. Os escolhidos do final de semana foram “Sindicato de Ladrões” no sábado e “Quando Paris Alucina” no domingo. Tão diferentes entre si, mas com enredos bem interessantes, os dois me prenderam de jeitos diferentes. “Sindicato de Ladrões” tem todo aquele estrelismo de Marlon Brando na tela, que não é por menos. Aquela cara toda maquiada e toda metida a bad boy desempenhou uma das melhores atuações que eu já vi no cinema. Não que eu tenha visto muita coisa ou possa falar com propriedade sobre cinema, mas achei a atuação dele uma coisa meio impecável de se ver, quando fica difícil perceber onde termina ator e começa personagem. Além disso, o filme tem um enredo pra lá de excelente e é o tipo de longa que até a turma que não gosta muito de filmes antigos por causa do ritmo tem grandes chances de gostar.  Enquanto isso, “Quando Paris Alucina” é uma história super gostosa e relaxante de se ver. Eu nem preciso falar aqui o quanto eu amo a Audrey, e apesar de achar que ela tem outros filmes com atuações melhores, gosto da historinha divertida de total metalinguagem contida no enredo.

Já na segunda e ontem, terça, os filmes da vez foram “O clube dos cinco” e “Tudo sobre minha mãe”.

O clube dos cinco é um filme teenager da década de 80 que pode enganar a primeira vista. Toda aquela graça dos filmes adolescentes daquela época está lá, mas é uma maneira delicada, quase ingênua até de tratar sobre problemas dessa fase da vida. Quando você olha para o mundo a sua volta e vê que as pessoas, até aquelas que parecem mais incríveis e ‘populares’ têm problemas e que, no fundo, adolescentes são tão diferentes e absurdamente iguais ao mesmo tempo. Tudo sobre minha mãe, em compensação, é praticamente um hino em louvor às mulheres. As mulheres de nascença, as mulheres de opção, aos admiradores das mulheres e a todos aqueles que já tiveram grandes mulheres presentes em suas vidas. Quando o filme acabou, me peguei com a vontade de levantar e bater palma sem parar, mesmo sozinha no quarto.

Paralelo ao ritmo alucinante dos filmes, mas não muito longe, vêm os livros. O da vez é “A menina que brincava com fogo”, segundo livro da trilogia Millenium de Stieg Larsson. Daí aproveitei que a biblioteca da Unesp aumentou o prazo de devolução dos livros – férias, bebê, querem dizer devolução dos pequenos só dia 27 de fevereiro – e fiz a festa. Os quatro escolhidos –  número maior de livros que podem retirados de uma só vez – são “Crônicas de Nárnia – volume único”, do qual eu só li o primeiro livro, “História da Feiúra” do Umberto eco, que entrou ainda mais pra minha lista de desejados depois que li História da Beleza do autor, “O império do Efêmero”, que pretendo ler pela 1654165 vez (só que dessa vez com fichamento!) para pesquisa, e “Moda no século XX”, que eu conhecia de folhear e quero aproveitar pra ler de vez.

Enquanto isso no radinho de pilha (brinks, mas é fofo falar radinho de pilha) o que anda tocando é “Pitanga”, novo CD da Mallu Magalhães e a trilha sonora de “Submarine” do Alex Turner. Escutem e tirem suas próprias conclusões e em “Pitanga”, em especial percebam a mudança, pra bem, de Mallu. Percebe-se de longe a influência do Marcelo Camelo no CD.

Além disso tudo, estou em um ritmo alucinante de pesquisa e trabalhos paralelos, cheia de listas e desejos para o ano que vem (que aliás, tem show do Roger Water já garantido). As listas de sucesso pra 2012 logo virão pra cá, mas enquanto isso, vamos é esperar pelas festas de final de ano, sorrir muito pelos cantos, comer aquelas comidas deliciosas que parecem se multiplicar nessa época e aproveitar a beleza desse mês encantado.

O título do post? Além de ser verdade, veio daqui.

;)

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