O velho, o novo e o que sempre fica por aqui

Eu não sei se isso pode ser considerado uma coleção, uma mania ou que tenha uma única definição de fato. A pessoa aqui agradece se alguém achar uma expressão que englobe todas essas categorias num único lugar, até porque eu tenho o costume de achar tudo isso um pacote randômico nada fácil de ganhar nome.

Fato é que eu sempre tive essa mania de gostar de uma coisa e me ‘empenhar’ nela. Não, isso não é um post moralista, porque esse pacote randômico aí que me refiro não foi nada transformador na minha vida. Ou talvez até tenha sido e eu, cara pálida, não dê o devido valor.

Começou com um TV velha que a gente tinha em casa, mas que compensava passando o canal mais-incrível-foda da minha infância/pré-adolescência: a MTV. Sem querer fazer comparações com a MTV de agora, e querendo ou não já fazendo, a MTV da minha infância/pré-adolescência era o canal sagrado de casa. Não precisava assistir TV no sentido sofá-controle remoto, bastava fazer qualquer atividade que fosse ligeiramente perto da sala que a gente já deixava ligado no canal pra poder ouvir a programação.  Eu e minha irmã mais velha passávamos horas vendo ou só escutando a MTV. Na época, eu dividia o tempo da TV entre meus programas infantis preferidos (que misturavam Cultura e Globo) e o resto ia pra Music Television.

Na mesma época o VHS era tudo que de mais moderno a gente tinha, Brasil, e como boas fãs de uma série de bandas, cantores e cantoras que se apresentaram a nós pelas telas da MTV, foi dois pulos pra que a gente tivesse a ideia de gravar os clipes ou qualquer coisa legal – e entende-se como legal muitas, muitas coisas mesmo – que pintasse na programação.  A ideia foi da minha irmã. Irmã mais velha né, tá aí pra essas coisas. E eu muito sabiamente segui a correnteza.

Hoje, espalhados pelo fundo de casa há dezenas de VHS, todos com a capa cheia de colagens das coisas legais que encantavam a gente na época, e devidamente preservadas graça a sister que passou papel contact em todas. Ali, dá pra encontrar de tudo. Entrevistas, pedaços de show, clipes, muitos clipes e vários trechos de programas (Marina Person, um beijo!).


Foi um tempo depois que eu descobri Cazuza. Foi quando eu descobri como é incrível criar identificação com uma música que parece que foi escrita pra gente, que tem o tom certo, a palavra certa, a melodia certeira na hora perfeita. Depois viria a Legião Urbana, Aerosmith (que eu conheci pela MTV) e os Beatles, mas até lá Cazuza entrou único e solitário na minha vida.

Daí que a pessoa aqui criou seu primeiro ‘caderno específico’ – aos quais se seguiriam muitos – e começou a escrever letras de música. No caderno em questão, só Cazuza. Naquelas páginas, guardadas até hoje na minha casa de Leme, há todas as músicas já gravadas por Cazuza e várias que nunca chegaram a sair do papel, consideradas letras raras do compositor.

Na época, e até hoje quanto eu conto isso, muita gente vem me perguntar por que eu não tirava xerox ou criava algum outro método menos trabalhoso pra preservar as canções. Simplesmente porque metade da magia ficava exatamente em ver minha letra, em sentir a escrita ganhando forma naquelas páginas.  Se eu tivesse preservado tudo de outra forma, teria sido legal, mas não teria a mesma graça e nem o mesmo significado que hoje isso tem para mim.

Daí vieram os outros ‘cadernos específicos’ e pra não tornar esse post deveras longo ou deveras chato, só vou contar sobre um deles; o caderno de frases/poesia. Não, eu nunca escrevi poesia na vida, ou melhor, até arrisquei alguns versos mal acabados que acabaram não dando em nada, mas as páginas em questão eram sobre poesias/frases que eu via em algum lugar, gostava e resolvia colocar no papel. Apesar de não ter mais um caderno só pra isso, até hoje anoto frases de livros, filmes e afins que ficam martelando na minha cabeça. Quem me segue no twitter ou no facebook provavelmente já deve ter visto uma mostra disso. Porque né, certas coisas não importa com que idade a gente faz, sempre acompanham a gente pelo resto de nossas vidas.

Hoje, esse pacote randômico sem nome definido encontra espaço em muitas coisas: pasta de imagens inspiradoras, bloquinhos de anotação, coleção de livros, recortes/colagens, DVD’s clássicos e mais um monte de vírgulas.

Anyway, dentre todas essas coisas, a que me acompanha há mais tempo e que tá longe de ser passageira são as listas. Não importa de que, pra que ou porque, mas sempre há uma lista em mãos onde um novo item deve ser acrescentado e outro ticado. Além de caderninho pra lista (oui, eles sempre estão presentes na minha vida) eu descobri o Listography, que existe desde 2006, mas que só agora tá fazendo parte da minha vida. O meu ainda tá em construção (não duvide da quantidade de listas que essa pessoa tem) e tá se mostrando um lugar ótimo pra eu ter mais controle de algumas metas que sempre estabeleço para o meu ano. Jamais irei abandonar meus cadernos e bloquinhos, mas o Listography vai ajudando a dar mais graça a tudo isso.

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2 pensamentos sobre “O velho, o novo e o que sempre fica por aqui

  1. tô planejando meu ano que vem, um pouco mais produtiva, e mais acumulativa. quero ler mais coisas, ver mais coisas e anotar isso. mas não sei se por listas eletrônicas. tô pensando em bloquinhos de papel. senão cada vez que for atualizar, passarei mais 5 horas olhando coisas desimportantes na internet.

    saudade, paulinha!

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