Diário de bordo

E aí que esse post já era pra ter saído há mais de uma semana, mas … não deu. Bote a culpa no tempo (do relógio e do meteorológico), na correria, nas mudanças, na loucura que São Paulo – e toda essa nova vida – vem representando nos meus dias. Mas vamos aos fatos, finalmente.

Hoje faz exata uma semana que estou morando (?) em São Paulo. Na cidade da chuva, do trânsito, dos metrôs, da confusão, da correria e da pressa. Mas também na cidade de teatros, de música, de agitação, de vida pulsante, do coração batendo acelerado. Toda uma contradição que me deixa num misto de amor e ódio por São Paulo. Uma cidade ainda meio indecifrável para mim.

O motivo da viagem e do novo lar é o trabalho; o trabalho mais feliz e de pura ansiedade que já tive. Começando essa semana – e até dia 02 de fevereiro – estou em São Paulo trabalhando na Luminosidade, ajudando na organização do Fashion Rio e do SPFW.

E aí que não bastasse a vida de São Paulo e todas as minhas descobertas nessa cidade, ainda to tendo uma das maiores experiências da minha vida, conhecendo pessoas novas e interessantes, pessoas que admiro, aprendendo a cada segundo, unindo trabalho e amor numa coisa só. É tudo tão novo e diferente que ainda fico perdida nessa paulicéia desvairada de Mário de Andrade. Então, nada mais justo do que fazer desse blog um diário de bordo, pra contar as descobertas, as pessoas, o universo e tudo mais desses dois meses. E que eles venham com tudo!

Cheguei semana passada em São Paulo de mala e cuia, literalmente, para passar uns dias na casa dos meus tios. E nada, nada poderia ter me deixado mais feliz do que o Diego me acompanhar nessa viagem, me dar um beijo de despedida no portão e desejar boa sorte, me dar um abraço e dizer que tudo vai ficar bem e que ele está do meu lado. É começar com o pé direito nessa nova empreitada. Depois de desfeitas as malas e me arrumado daquele jeito na casa dos meus tios, comecei a conhecer São Paulo. Sexta fui num barzinho de Moema chamado “Devassa”. Ok, eu (quase) não bebo, mas valeu muito a visita porque adoro lugares que tem uma história pra contar. Desde os quadros, até a o cardápio passando até pelas atendentes. É quase como se você entrasse num filme e sua vida mudasse completamente. Num dia moçinho no outro bandido.

Sábado a noite foi dia de balé. Eu tenho um caso de amor – talvez mal correspondido – com balé. Desde pequena vou nas apresentações de algumas amigas e festivais de balé, mas nunca fiz, apesar de  achar lindo. Vejo aqueles quadros de Degas em que as bailarinas tem tanta delicadeza, tanta sutileza no corpo, nas expressões que fico sonhando acordada. Aquelas meninas nas pontas dos pés que rodopiam de um jeito único, num mundo todo delas. Me faz me sentir bem, então, nada como um bom balé pra começar essa temporada.

Domingo foi dia de voltinhas pela Paulista! Primeiro me encontrei com a Babi e ela me levou pra conhecer o Casa das Rosas. Já deu pra perceber como aquela região da Paulista, Brigadero, Joaquim Eugênio de Lima tem vários casarões antigos – e lindos, diga-se de passagem. É uma coisa meio majestosa, você olha e fica pensando como seria morar ali, numa casa daquele tamanho há tanto tempo atrás. E aquele jardim, ah, aquele jardim… parece aquelas jardins que nós escutamos falar nas músicas, nas composições de amor pra escutar numa noite depressiva.É muito bonito, com rosas que e árvores que formam um choque de contrastes com os prédios da Paulista.

Depois encontramos com a Stephanie na Livaria Cultura e ficamos descobrindo o paraíso dos livros. Eu continuo abobada até agora com a quantidade de livros que tem naquele lugar. Me dá vontade de ler tudo – mesmo sabendo que isso é impossível – e não parar nunca. Até porque se tem uma coisa que eu faço questão de preservar são os livros. Meu sonho é ter uma casa com biblioteca (o Diego bem já sabe disso!). Tanto me empolguei que acabei comprando um livro que queria muito e que foi lançado recentemente. Ele chama “Moda: uma filosofia” e é de autoria do norueguês Lars Svendsen. Alguém aí já leu? Preciso ler primeiro as revistas e os livros da Mônica antes de me dedicar a esse queridinho. <3

E segunda começou o trabalho pra valer. Chego em casa cansada, morrendo de fome e depois de tomar chuva (preciso entrar em um acordo com São Pedro), mas to muito feliz. Mesmo clichê dizer que estou amando resume tudo muito bem. Bem até demais.

Amanhã ainda é sexta-feira, mas alguns planos com a Babi já estão sendo programados para o final de semana – Pinacoteca e assistir Hell estão na listinha – e logo serão contados aqui.

Para todo mundo um bom final de semana.

E para o Diego um beijo do tamanho do universo. Apesar de toda minha felicidade por aqui, sem ele, nada fica completo :(

Beijos

Paulinha

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3 pensamentos sobre “Diário de bordo

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